09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Solução de água no Tietê


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Mais uma vez estamos enfrentando o problema da falta d’água. E o verão está apenas começando. É bom lembrarmos que, nos últimos anos, não têm ocorrido investimentos para aumentar a produção de nossas fontes - o rio Batalha e os poços. O DAE apenas se limita a fazer manutenção. E, quando a crise de abastecimento se apresenta, mais uma vez se fala em utilizar o córrego Água Parada como manancial.

Na última sessão da Câmara, já me pronunciei sobre o problema, citando o exemplo concreto de Araçatuba que resolveu o seu problema de abastecimento de água indo captá-la no rio Tietê, distante 18 quilômetros da área urbana. E essa é uma solução possível também para Bauru, distante 25 quilômetros da margem do grande rio. E o assunto não é novo, tendo sido abordado desde os anos 30. Primeiro pelo então prefeito João Bráulio Ferraz e depois, nas décadas de 50 e 60, pelo também prefeito e deputado Nicola Avallone Júnior.

Entendo que agora chegou a hora de recorrer ao grande manancial do Tietê, já que o Batalha tem suas limitações e o Água Parada, embora alguns o defendam como fonte para a área urbana de Bauru, é também um pequeno curso d’água que não nos serviria por muito tempo. E ainda mais: se formos captar sua água para abastecer a cidade, estaremos prejudicando grande número de pequenos proprietários rurais que dele dependem para irrigação, trato dos animais e outras atividades produtivas. E o investimento seria praticamente o mesmo, pois o Água Parada também é distante da nossa área urbana. O que necessitamos é que as autoridades se unam em busca de investimentos federais e estaduais para o empreendimento, a exemplo do que fez Araçatuba, onde o prefeito Jorge Maluly Neto colocou-se à frente das reivindicações e conseguiu os recursos.

Com a água do Tietê teremos Bauru em condições de abastecer normalmente a população e ainda dispor de excedente para atrair indústrias e outros empreendimentos. Não podemos nos esquecer que a atual estação de tratamento do Batalha foi construída no fim dos anos 60, como obra faraônica para a época. Tanto que precisou de financiamento da USAID, um organismo americano de desenvolvimento. Naquela época, nossa cidade possuía pouco mais de 100 mil habitantes, isto é, um terço da população atual. Logo, hoje não seria nada exagerado utilizar a água do Tietê e - como já fez Araçatuba - resolver definitivamente o abastecimento de nossa população, mesmo com todas as altas taxas de crescimento que Bauru experimenta. Há tempos tenho me interessado pelo problema e cheguei até conhecer o esquema de Araçatuba. Apresentei o material na sessão da Câmara e na própria TV Câmara e encaminhei como sugestão ao governo municipal. Até agora não consegui sensibilizar os responsáveis pelo setor, mas continuarei lutando por entender que essa é a solução definitiva para a água em Bauru.

José Eduardo Fernandes Ávila