07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• PT indefinido

O PT-Bauru continua indefinido em relação a quem apoiar no segundo turno. Em entrevista na edição de hoje do JC, o vice-presidente estadual do partido, Antonio dos Santos, dá uma pista do caminho que pode ser seguido por Estela Almagro e Cia. Segundo ele, a recomendação é para que a base partidária seja consultada, com o cuidado de evitar alianças com futuros adversários de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.

• É bom esperar

Todos sabem que o adversário nacional do PT é o PSDB. De onde se conclui que pode ficar difícil uma aliança dos petistas locais com Caio Coube (PSDB) para a disputa do segundo turno. Porém, como em eleição municipal as possibilidades são infinitas, é bom aguardar a formalização de um acordo ou, eventualmente, de uma postura de neutralidade.

• Transporte de alunos

A administração municipal fechou um novo contrato com a empresa Brambila para o transporte de alunos. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (DOM). A empresa, vencedora das últimas licitações no setor, assinou contrato de R$ 389 mil.

• Números diferentes

A Prefeitura de Bauru repete a mania de informar dados divergentes daqueles levantados pela Comissão Interpartidária da Câmara Municipal relativos às contas municipais. A Secretaria de Finanças tem sido insistente na técnica de não contabilizar compromissos. Ontem, a dívida acumulada foi dada por R$ 117 milhões, quando um relatório anterior do Legislativo apontava R$ 160 milhões.

• Sem contabilizar

O estranho é que, mais uma vez, a diferença nos números não significa somente que os dados são irreais. É que a Secretaria de Finanças aplica um critério de relatório que não inclui algumas dívidas, como a da previdência, por exemplo. Isso sem contar outras pendências, como desapropriações que foram realizadas, mas o governo prefere ficar esperando que virem precatórios para lançá-los.

• Critérios técnicos

Os compromissos vencidos são maiores que os R$ 117 milhões citados pela Secretaria. O problema é que as partes, o que inclui os vereadores, continuam realizando audiência pública sem exigir ao menos que o critério seja o técnico e não aquele que mais convém a um dos lados. Dívida é dívida, e deve ser lançada no relatório.

• Campos opostos

A deputada federal Luciana Genro (P-SOL) vive um conflito familiar. O pai, Tarso Genro, é ministro da Educação do governo Lula. Luciana, expulsa do PT, comanda a Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Pública, que diverge, em vários aspectos, da política ministerial. Ontem, ela esteve em Bauru para debater com estudantes a reforma universitária que vai tramitar no Congresso. Mas ela garante que cada um defende suas idéias sem agressões.

• Busca da legalidade

Luciana, junto com a senadora Heloísa Helena, trabalha duro para viabilizar a legalização do P-SOL. O partido precisa colher 438 mil assinaturas para protocolar processo no TSE. Já conseguiu cerca de 300 mil. Ela esclarece que a assinatura não significa filiação ao partido, mas apenas a concordância com o direito de legalizar a legenda.