A ex-candidata a prefeita de Bauru pelo PT, Estela Almagro, declarou ontem o seu apoio e o do partido à candidatura de Tuga Angerami (PDT). O anúncio ao pedetista chegou com as demais legendas que agregavam a aliança Amor por Bauru, que além do PT era formada pelo PTN, PSL e PHS. A única ausência é do PTB.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa na sede do seu comitê, Estela estava acompanhada de Tuga, do seu ex-vice, pastor Marcos Saraiva.
O vice na chapa tuguista, Renato Purini (PMDB), também marcou presença, além dos vereadores José Carlos Batata (PT), Rodrigo Agostinho (PMDB), Faria Neto (PDT), Edmundo Albuquerque (sem partido), José Clemente Rezende (PDT) e Majô Jandreice (PCdoB).
Os recém-eleitos vereadores Futaro Sato (PDT) e Salvador Afonso (PDT) também prestigiaram a reunião política ao lado do presidente da executiva municipal do PSB, Pedro Romualdo, que já declarou apoio a Tuga.
A decisão da executiva municipal do PT segue orientação da direção nacional do partido. No meio desta semana, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, defendeu publicamente o apoio do PT às candidaturas do PDT em todo o País. O acordo é uma via de duas mãos: se o PT disputar candidatura ao Executivo, o PDT também apoiará a chapa. A exceção é São Paulo, onde o PDT apoiará José Serra.
Estela e Tuga negaram a existência de qualquer tipo de acordo em troca do apoio, como a participação de petistas numa virtual gestão de Tuga Angerami.
“Em consideração aos votos que tivemos e em respeito a posição que nossos eleitores esperam da gente, não poderíamos ficar neutros nesse processo eleitoral porque a cidade se encontra num momento muito difícil. Entendemos que essa união de forças não deve acontecer somente nesse período pré-eleitoral, mas também pós-eleitoral”, argumenta.
A dirigente petista diz que antes da executiva municipal tomar a decisão final se reuniu com os dois candidatos a prefeito, Tuga Angerami e Caio Coube (PSDB).
“Vamos emprestar nossa solidariedade e nosso trabalho (ao Tuga). Estamos literalmente vestindo a camisa por essa candidatura e por esse projeto, que acreditamos agora fazer parte dele. Iremos durante cada um dos dias que resta até o segundo turno levar essa candidatura e essa proposta para as ruas”, afirma Estela.
Ela explica que o PTB não participou da reunião formal com os demais partidos que compunham a aliança Juntos por Bauru. “O PTB está passando por um processo de reformulação interna e não estava pronto para esse debate”, conta.
Questionada se o apoio à candidatura de Tuga poderá ser retribuído nas eleições de 2006, ano em que serão eleitos ou reeleitos deputados estaduais e federais, Estela desconversou. Na eleição de 2002, ela disputou a Assembléia Legislativa e ultrapassou a casa dos 20 mil votos.
“A parceria política quando é correspondida tem tudo para dar certo. E dando certo, é claro que poderá ser estabelecida uma parceria de muitos anos e não só de um mandato.
Unidade
Na avaliação de Tuga, administrar uma cidade como Bauru é um convite a unidade. “Essa cidade vai precisar muito de uma pacificação e de uma unidade das forças políticas em torno de um projeto de desenvolvimento. O desafio é esse: reunir todos aqueles que sonham com uma Bauru mais justa e democrática”, comenta.
Tuga reforça que em nenhum momento as lideranças dos partidos que agora se juntam a sua candidatura discutiram o que ele qualifica como “loteamento da administração”.
“A compreensão nossa e a compreensão de todos é de que a responsabilidade que nos une agora no segundo turno e continuará nos unindo de governar bem Bauru”, diz.
O candidato analisa ainda que a presença do PT na aliança servirá como ponte, numa virtual eleição à prefeitura, com o governo federal. “Vamos ter que resolver, se eleito, alguns desafios pela frente e que vão depender muito do governo federal.”