08 de julho de 2026
Geral

Defesa dos réus pretende recorrer

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A defesa de três sentenciados ouvidos pelo JC pretende recorrer da decisão do juiz Jaime Ferreira Menino. Os três advogados foram unânimes ao apontar as penas (seis anos e cinco meses e 14 anos e dois meses) como muito elevadas. Cada um a sua maneira, os advogados defendem que a ocorrência na quadra 6 da Getúlio Vargas não passou de um tumulto generalizado provocado por um namoro.

“É um absurdo (a sentença). Entrei com vários pedidos de revogação da prisão bem antes (da sentença). Com certeza vou recorrer. O máximo que ele poderia ser condenado é por lesão corporal leve. Foi uma briga por causa de namorado. Não houve reconhecimento (do cliente). A própria vítima foi embora do País e não prestou depoimento”, diz o advogado José Cláudio Baptista, que defende Marcos Vinícius Cardoso.

De acordo com ele, as próprias vítimas confirmaram que o tumulto foi generalizado e uma delas apontou o autor do roubo. “Tenho certeza que vai ser reformada porque a sentença não está individualizada”, conclui.

Tem a mesma expectativa o advogado de Juliana Cristina Nogueira. A tese de João Batista de Souza é de que não houve arrastão, como defende o comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, capitão Benedito Roberto Meira. “Ela é primária, nunca foi processada e a autoria ficou duvidosa. A pena é alta. Vou recorrer”, reitera.

Pretende adotar a mesma medida Otávio Carcagni Filho, advogado de Robson Ferreira da Silva, que estava em liberdade condicional quando se envolveu nas duas ocorrências registradas no ano passado. “Foi um tumulto por paquera”, destaca. A pena que Robson (14 anos e dois meses) terá de cumprir não é tão distante da atribuída a quem rouba e depois mata a vítima. Neste caso, a condenação é de no mínimo 20 anos.

Por essa razão é que, na opinião do presidente da subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Edson Reis, a Justiça brasileira prestigia mais o patrimônio que a própria vida. “Isso é uma avaliação independente. Não me recordo do caso (do arrastão na Getúlio) e não posso avaliá-lo”, observa Reis.