08 de julho de 2026
Regional

Jaú intensifica combate à leishmaniose

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Secretaria Municipal de Saúde de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru) intensificou nesta semana as ações de combate à leishmaniose, realizando busca ativa de casos nos bairros João Balan 2 e Jardim Olímpia. Nesta semana, a prefeitura divulgou o primeiro registro da doença em humanos no município. A vítima é um menino de 8 meses, que está internado no Hospital Estadual (HE) de Bauru. Segundo o secretário municipal de Saúde, Antônio Marcos Rodrigues, a criança passa bem.

O menino mora no Jardim Balan 2, mas permanecia parte do tempo na casa dos avós, no Jardim Olímpia. “Esses dois bairros foram os prioritariamente investigados. Nesses bairros nós estamos fazendo a busca ativa de pessoas doentes, que não foram encontradas até agora, e a busca ativa de cães doentes”, explica o secretário.

Durante o trabalho, a Secretaria de Saúde localizou próximo à residência da avó da vítima um cão suspeito, de propriedade de uma família proveniente de Bauru. “Vizinha da avó, tem uma família que veio de Bauru e trouxe o cachorro. E nós fomos examinar esse cachorro e ele tem alguns sintomas”, diz Rodrigues. O resultado do exame ainda está sendo aguardado pela secretaria.

Também nesta semana foi confirmado um caso da leishmaniose canina na Vila Brasil. O animal, que viveu durante um período em Bauru, já foi sacrificado. O secretário de Saúde acredita que esse último registro não tenha relação com a criança infectada.

Além da Vila Brasil, o cão também passou um período com uma família no bairro Rosa Branca. Por isso, a busca ativa será realizada nos próximos dias nesses dois bairros. A prefeitura também está detectando pontos da cidade que estão acumulando lixo orgânico para realizar a limpeza desses locais.

Rodrigues orienta às pessoas que tem cachorro domiciliado a procurar um veterinário para avaliação.

Já os cães errantes suspeitos serão capturados pela prefeitura e encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses. Caso seja confirmado por meio de exame que o animal tem a doença, ele será sacrificado.

“A situação está sob controle e todas as medidas estão sendo tomadas”, garante o secretário.