10 de julho de 2026
Política

PFL vai apoiar candidatura de Caio Coube à prefeitura

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A candidatura de Caio Coube (PSDB) à Prefeitura de Bauru recebeu ontem um importante apoio. O presidente da executiva municipal do PFL, Dudu Ranieri, após reunião com dirigentes e militantes, anunciou que o partido decidiu apoiar o candidato tucano. “Temos mais afinidade com o PSDB do que com o PDT de Tuga Angerami”, argumenta Dudu.

Ele lembra que o PFL já é parceiro do PSDB em nível estadual. O vice-governador do Estado, Cláudio Lembo, é pefelista. “Posso garantir que não houve qualquer interferência da cúpula do diretório estadual”, afirma.

O presidente da executiva municipal pefelista conta que da reunião de ontem participaram 14 filiados, entre dirigentes e militantes. Destes, nove votaram a favor do apoio a Caio, três a Tuga Angerami e dois defenderam uma posição neutra do partido.

Na executiva, a votação foi um pouco diferente. Seis membros confirmaram apoio à candidatura tucana, um a Tuga e outro votou pela liberação do partido.

Durante a semana, Dudu diz que se reuniu com Caio Coube e seus coordenadores de campanha. “Recebi o Caio pessoalmente com seus assessores. Já o Tuga preferiu enviar emissários. No meu ponto de vista, é importante a presença física do candidato. Caso contrário, dá a impressão de que já ganhou a eleição e não é bem assim. Acho que o Tuga avalia que nosso apoio não tem tanto peso”, observa.

Mas segundo o dirigente pefelista, o partido vai mostrar que tem seu valor ao “vestir a camisa” da candidatura de Caio Coube. Ele já havia dado um sinal no decorrer da semana de que o PFL deveria mesmo optar pela candidatura tucana.

Um dos fatores que pesaram na decisão é o fato de Renato Purini (PMDB) ocupar a vaga de vice-prefeito na chapa de Tuga. O peemedebista preside a Câmara Municipal de Bauru e foi um dos articuladores da administração Nilson Costa na Casa.

“Realmente esse rapaz (Renato) segurou o Nilson na prefeitura. É preciso lembrar que a Câmara perdeu prazo para recorrer da decisão em primeira instância. Não houve contestação. Esse moço é responsável por tudo isso”, afirma.

Dudu promete durante a campanha do segundo turno explicar todo o clima de bastidores que invadiu a Câmara durante o processo de cassação do prefeito Nilson Costa.

“Vou lembrar a população de como se comportou o nosso Poder Legislativo e seu presidente. É preciso dizer que da noite para o dia se alterou de 11 para 14 votos o quórum mínimo para o recebimento de Comissão Processante”, avisa.