09 de julho de 2026
Regional

Inventor da região cria projeto de aquecedor solar com reciclável

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quem nunca tentou construir uma engenhoca para resolver um problema momentâneo? Todos os dias, alguém tenta transformar e criar objetos que atenda novas necessidades, fazendo inveja ao professor Pardal, personagem das histórias em quadrinhos de Walt Disney.

Ao tentar construir um novo objeto, as pessoas mergulham em pesquisas e conseguem adquirir conhecimentos nas mais diversas áreas. As chamadas “engenhocas”, muitas não patenteadas, têm suas funções e resolvem problemas de maneira prática, pois são criadas, em sua maioria, por quem sofre com determinada tarefa.

O francês Antoine Lavoisier, considerado o pai da química, já dizia que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Seguindo essa linha, o técnico em enfermagem Frederico Leite Gasparotto, morador da cidade de Botucatu (90 quilômetros a sudeste de Bauru), criou um aquecedor solar com garrafas PETs, caixa de isopor e canos de PVC.

O invento, que ele tenta patentear, economiza energia elétrica e tem um custo baixo, por isso poderá ser usado em moradias simples. Mas o principal destaque da “engenhoca” é que ele usa garrafas PETs, que poluem o meio ambiente, mas que bem utilizadas poderão ganhar outro status.

Em Pederneiras (26 quilômetros a leste de Bauru), o técnico em mecânica Angelo Botero realizou um sonho: construiu seu próprio triciclo, a partir de uma foto antiga. Para conseguir êxito, ele trabalhou por três anos. Aprendeu a lidar com fibra, mecânica e fez muitos amigos.

Na cidade de Avaí (39 quilômetros a noroeste de Bauru), uma dupla de funcionários públicos municipais conquistou até prêmios em uma feira agrícola com seus inventos. Eles criaram uma máquina de colher folhas para limpar a cidade, um defumador de carnes e lingüiça, um fogão a lenha diferente e outros objetos não batizados que agilizam o trabalho da prefeitura e também de residências.