10 de julho de 2026
Regional

Duas novas unidades prisionais em Reginópolis abrirão 1,5 mil vagas

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP) vai inaugurar, na próxima quinta-feira, duas unidades prisionais em Reginópolis (70 quilômetros a noroeste de Bauru). A afirmação é do titular da pasta, Nagashi Furukawa, que esteve na semana passada em Bauru e também em visita às cadeias públicas de Iaras e Itaí.

Segundo Furakawa, ambas as penitenciárias têm capacidade para abrigar 768 detentos cada uma. Elas serão destinadas a autores de roubos primários, cuja pena em regime fechado não ultrapassará dez anos. O secretário explica que os presídios de Reginópolis servirão de modelo para as unidades existentes no Estado de São Paulo.

Outras duas penitenciárias já estão sendo construídas também em Balbinos. De acordo com Furukawa, as obras tiveram início há mais de um mês. O prazo de entrega das unidades, porém, não foi definido. Já as duas alas de progressão penitenciária, que estão sendo construídas ao lado das penitenciárias 1 e 2 de Bauru, serão entregues até o final do mês que vem, diz o secretário. No Brasil existem 175 presos para cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, são 320 para cada 100 mil habitantes, segundo dados da secretaria.

Com 108 vagas cada uma, as unidades em construção em Bauru serão destinadas ao cumprimento de pena em regime semi-aberto. Furukawa esclarece que, além de aliviar o problema de superlotação nas celas - que atinge a maioria das cadeias no Estado -, a implantação das alas de progressão em Bauru facilitará o cumprimento de pena em regime semi-aberto.

“Nós temos dificuldade para conseguir vagas para o regime semi-aberto para os presos de Bauru. Eles têm uma certa dificuldade em cumprir pena em outros lugares em razão das facções criminosas”, aponta Furukawa.

Modelo

A penitenciária de Reginópolis será administrada de forma tradicional, mas contará com menos integrantes nas áreas de diretoria e chefia. “Pretendemos dar maior eficiência administrativa com menos pessoas”, garante Furukawa.

Ele explica que, para incentivar a ressocialização dos presos, a secretaria instalará aparelhos de televisão nas celas e uma cantina. “Mas vamos instalar um sistema de controle daquilo que os presos vão assistir na televisão. Além disso, por meio de uma cantina interna, nós vamos instituir um sistema para fornecer aos presos o que eles pedem para seus familiares”, detalha.

Outro fator que colabora para melhorar a inserção dos ex-detentos na comunidade é o apoio fornecido pelas organizações não-governamentais (ONGs). No total, existem 20 centros de ressocialização e mais duas penitenciárias de Hortolândia que são administrados com a participação dessas entidades sociais. “Temos 52% dos presos trabalhando, isso dá quase 42 mil presos do sistema penitenciário de São Paulo”, destaca Furukawa.

Uma dessas unidades de ressocialização funciona em uma penitenciária de Jaú. O programa ainda não está em funcionamento em Bauru, mas segundo o secretário, a prática não está descartada. “Esse trabalho tanto pode ser em Bauru quanto em outras regiões”, ressalta.