Em assembléia realizada na noite de ontem, os bancários de Bauru e região decidiram suspender a greve. O movimento, iniciado no dia 15 de setembro, havia sido suspenso em 5 de outubro e retomado anteontem, com baixa adesão. Apenas cinco das 42 agências bancárias da cidade interromperam o atendimento ao público na quarta-feira.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região Marcos Silvestre, a decisão de suspender a greve seguiu a linha de várias outras assembléias realizadas em grandes Capitais, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Curitiba (PR), as quais decidiram pela suspensão do movimento.
“Mesmo assim, ficou agendada para o próximo dia 20, às 19h30, uma nova assembléia. Servirá para avaliar eventuais negociações que poderão ocorrer com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que agora disse estar disposta a retomar os contatos com as entidades de representação da categoria bancáriaâ€, diz Silvestre.
Segundo ele, o aceno da Fenaban ocorreu após o ajuizamento do dissídio coletivo (marcado para o dia 21) e da posição favorável aos bancários demonstrada pelo presidente do TST na audiência de conciliação ocorrida anteontem.
“Caso ocorra o desconto dos dias parados e se a Fenaban não oferecer nova proposta, a greve poderá ser retomada no próximo dia 21. Na avaliação do sindicato, apesar de todas as dificuldades o movimento foi vitorioso, pois os bancários deram demonstração de garra e unidadeâ€, avalia Silvestre.
A categoria iniciou a paralisação nacional reivindicando 25% de reposição salarial, garantia de emprego, contratação de mais funcionários para reduzir as filas nas agências, participação no lucro bruto dos bancos, entre outros itens.
A primeira proposta oferecida pela Fenaban foi de 6%, sendo elevada depois para 8,5% de reajuste para todos e mais R$ 30,00 para quem ganha até R$ 1,5 mil, participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 705,00 e uma cesta-alimentação extra de R$ 217,00.
Depois disso, instalou-se um impasse nas negociações, já que os bancários não aceitaram a contraproposta e a Fenaban passou a afirmar que não seria possível melhorar o que estava sendo oferecido. Para tentar reabrir as negociações, a categoria apresentou uma nova proposta no último dia 4: 19% mais pagamento de abono de R$ 1,5 mil para toda a categoria e o não desconto dos dias parados. Mas a Fenaban também negou.