O taxista Luciano Oliveira de Souza, 25 anos, que trabalhava no ponto da rodoviária de Lençóis Paulista, foi assassinado na madrugada de ontem, provavelmente por dois homens que o contrataram para uma corrida, no final da noite de anteontem. O corpo do taxista foi encontrado por policiais militares de Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru), no início da tarde de ontem, próximo à rodovia Marechal Rondon, quilômetro 320.
Souza morreu em função de espancamento, segundo revelou perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, para onde o corpo foi levado. De acordo com o médico legista Ivan Segura, diretor do IML, o taxista morreu devido a um trauma craniencefálico, causado por duas pancadas - uma na região temporal esquerda e outra na região lateral esquerda do pescoço. Mesmo não havendo fratura, o ataque causou forte hemorragia cerebral.
Segundo o delegado Eron Veríssimo Gimenes, titular da delegacia de Agudos, onde a ocorrência foi registrada, o caso será tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que o aparelho de CD do carro do taxista foi levado pelos criminosos.
As investigações para se encontrar os supostos assassinos estão sendo realizadas por policiais civis de Agudos e Lençóis Paulista e pela Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), de Bauru, mas ainda são mantidas em sigilo.
A polícia foi acionada por familiares de Souza devido à demora no retorno do taxista, que saíra da rodoviária de Lençóis por volta das 22h30 de anteontem com dois rapazes, que o contrataram para uma corrida. Na madrugada de ontem, a Polícia Rodoviária localizou o carro do taxista, um Corsa azul, abandonado e sem combustível, na rodovia Marechal Rondon, nas proximidades do trevo que dá acesso a Agudos.
As buscas pelo taxista continuaram e, às 14h30 de ontem, policiais militares de Agudos localizaram seu corpo, abandonado a cerca de 50 metros da rodovia e distante cerca de 2,5 quilômetros do local onde o carro foi encontrado.
Solteiro e sem filhos, Souza era taxista há cerca de cinco anos e assumiu a profissão por influência da família - ele trabalhava na rodoviária de Lençóis Paulista junto ao pai, Clóvis José de Souza, 47 anos, e a um tio, Cláudio de Souza.
Mesmo abalado, Clóvis de Souza, há 15 anos na praça, não pensa em abandonar a profissão. Ele lembra que, até então, apenas seu irmão Cláudio havia sido vítima da criminalidade - foi assaltado durante uma corrida, mas sem violência. Ainda na delegacia, o pai do taxista, resignado, fez apenas um desabafo: “Só peço paz para o povoâ€.