09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Meus primeiros professores


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Na trajetória da minha vida escolar passei pelas mãos de inesquecíveis educadores. Minha experiência inicial, no antigo primário, foi uma rápida passagem pelo Grupo Escolar Lourenço Filho, que era localizado à rua 1.º de Agosto, confluência com a Azarias Leite, casa de ensino essa desativada há tempos. Lá recebi os ensinamentos elementares por parte da mestra Mercedes Paz Bueno, isto em 1935.

Alguns meses depois, meus pais conseguiram uma vaga no Rodrigues de Abreu (prédio hoje onde funciona o Colégio São José) e para lá me transferi antes do começo do segundo semestre de 1935, cuja professora era Isaura Vianna (primeiro ano). Pode-se dizer que foi no Rodrigues de Abreu que formei a base (quatro anos) para futuros cursos. No segundo ano estudei sob a orientação de Carolina Lopes de Almeida, Adelaide Landhal no terceiro e novamente Carolina Lopes de Almeida no quarto ano.

Por motivos já esquecidos, não terminei o quarto ano primário, passando imediatamente para o preparatório (era uma espécie de vestibular para admissão ao ginásio) e fui estudar no Externato São José, cuja professora era a irmã Lívia. Lá não permaneci muito tempo, mudando depois para um curso também particular, ministrado pela professora Sebastiana (Tita) Pádua Melo, a qual contava com o auxílio das filhas Vera e Débora. Fiquei até as provas finais para tentar estudar no Ginásio do Estado (hoje Escola Estadual Ernesto Monte). Não fui feliz nos exames, mas se não tirei as notas necessárias quanto à classificação para o ingresso naquela escola, consegui a média suficiente para alcançar a aprovação pretendida.

Fui então para o Ginásio Guedes de Azevedo, no qual completei toda a minha vida estudantil. Sob os ensinamentos dos irmãos Guedes de Azevedo, coadjuvados pelos professores Alencar Ramos, Oswaldo de Souza Nobre, Elias D’Annunziata, Luiz Guedes, Euristenes Campos, Jacy Villaça Ribeiro, Anita Zwicker D’Annunziata, Hugo de Aquino, concluí o ginásio (quatro anos), depois o perito contador (três anos) e em 1952-1953 o normal (dois anos à noite).

Essa caminhada por várias escolas, com preciosos ensinamentos recebidos por parte de competentes e saudosos professores, adquiri indispensáveis conhecimentos para, na fase adulta, realizar algo de prático que estruturou uma vida de 75 anos em Bauru. Com este depoimento, presto minhas homenagens neste 15 de outubro aos professores.

Luciano Dias Pires