A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo internacional e o sonho dourado de dez entre dez pilotos profissionais. Mas entrar no cockpit de uma Ferrari ou de uma McLaren e guiar a 350km/h, sentindo as emoções únicas da competitividade da categoria, não é para qualquer um. Ou, melhor, não era.
Quem visitar o Salão do Automóvel vai poder conferir, nos estandes da revista Auto Esporte e da Michelin, o trabalho desenvolvido pelos irmãos Marcelo e Luciano Armaroli: o simulador Armaroli. Trata-se de um bólido com desenho e projeto exclusivo, construído e projetado em 3D no computador, e munido de sistemas eletro-eletrônicos desenvolvidos e direcionados para simulação de um Fórmula 1. A novidade é a concepção do projeto, que fideliza a ambientação vivida pelos pilotos profissionais da F1.
“Nossa idéia era criar a atmosfera mais próxima possível da F1. Existem muitos games no mercado, com tecnologias bem desenvolvidas em reprodução de imagens, mas que pecam no distanciamento entre o jogador e a emoção da competição. No simulador, o jogador entra no universo do esporte e tem a possibilidade de se sentir um verdadeiro às do volante”, explica Marcelo, um apaixonado pela modalidade.
Foi essa paixão que o levou a pensar na criação do simulador. Em setembro do ano passado, ao ganhar do irmão Luciano uma caricatura na qual aparecia guiando um carro de corridas com asas, Marcelo, que é piloto de aviões e ex-piloto de automobilismo, pensou imediatamente na possibilidade de concretizar tal façanha. Um mês depois ele foi ao autódromo Nélson Piquet, no Rio de Janeiro, e comprou um chassi velho de um Fórmula 3. Junto com um amigo, Marcelo começou a bater, quebrar, lixar e moldar o chassi com a adição de resina, ferro, alumínio, borracha e aço. Em julho deste ano, nove meses depois de iniciado o projeto, nascia o primeiro simulador.
Ao sentar no carro, o jogador acomoda acento e pedaleiras através de controles elétricos. Á sua frente, três telas de 17 polegadas dispostas de maneira a envolver o piloto. Na direção, uma réplica de volante para tremer nas zebras e enrijecer nas curvas fechadas. O assento produz uma vibração que faz o carro tremer, lembrando a sensação de um motor "gritando" em alta velocidade. Ao longo de cada um dos dias de exposição, serão distribuídos, em horários aleatórios, convites para que o público presente possa brincar nos simuladores.