08 de julho de 2026
Bairros

Jd. Chapadão tem outro grave acidente

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A rua Constantino Castilho, no Jardim Chapadão, foi mais uma vez palco de um acidente grave. Depois de um rapaz morrer atropelado há três meses na via, anteontem à noite um motociclista sofreu traumatismo craniano após colidir de frente com um veículo que seguia no sentido Centro/bairro (contrário ao dele).

Valdomiro José Grosseli, 24 anos, que dirigia a Honda placa BOS 1473, foi conduzido pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro Central (PSC). Posteriormente, foi transferido ao Hospital de Base, onde permanecia internado em estado regular. Até que ele fosse socorrido, Vilma Pereira Lorencini, condutora do Chevette placa CEG 7266 que se envolveu no acidente, permaneceu no local.

A motorista disse aos policiais militares que o acidente ocorreu quando ela fez a conversão à esquerda na avenida Rosa Malandrino Mondelli para entrar na rua Constantino Castilho. “Sempre tem acidente nessa rua. A iluminação precária é um dos problemas que favorece (as ocorrências). Já avisamos a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL)”, queixa-se Maria Leal, moradora da bairro.

Por causa da insegurança nesta via pública, há um mês ela organizou um protesto para reivindicar também a instalação de dois obstáculos. No dia seguinte à manifestação, a Secretaria Municipal de Obras colocou as lombadas cobradas pelos moradores por mais de um ano. No entanto, a administração municipal não tem previsão de quando o bairro receberá o reforço de novas lâmpadas e pontos de iluminação.

É que esses trabalhos estão suspensos por causa de uma ação judicial que envolve a CPFL e a prefeitura, informa o assessor de iluminação da administração municipal, João Lima.

“Em alguns casos, temos de atribuir a responsabilidade (pelos acidentes) ao poder público. Não é só imprudência do motorista. Em alguns pontos (como a Constantino Castilho), a iluminação é muito fraca e não tem passeio público. A população tem de exigir a sinalização”, alerta o comandante da 1.ª Companhia da PM, capitão Benedito Roberto Meira.

Motocicleta

Só nesse ano, a Polícia Militar (PM) registrou outros 1.243 acidentes envolvendo motocicletas. O número representa 80% dos 1.550 casos de mesma natureza registrados durante o ano passado inteiro. Outros indicativos são ainda piores na comparação entre os dois anos: aumentou a incidência de vítimas fatais e graves em 2004, segundo as estatísticas policiais.

“O acidente só é mais grave em função da velocidade e do veículo. O problema da motocicleta é a vulnerabilidade do veículo”, explica o comandante da 1.ª Companhia da PM.

De acordo com ele, a frota estimada de motocicletas em Bauru até junho deste ano era de 22.800. Por ser um veículo mais econômico em relação ao carro, anualmente o número sobe em cerca de dois mil. “(As vítimas preferenciais) são os motociclistas que usam (a motocicleta) como veículo de trabalho”, conclui Meira.