08 de julho de 2026
Geral

Escolas abrem período de matrículas

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Com a chegada do último bimestre do ano letivo, as escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio iniciam uma verdadeira caça aos alunos, na temporada de matrículas para o próximo ano. A intenção das instituições é manter seus atuais estudantes e ainda atrair novos clientes. Aos pais, cabe a decisão de matricular ou manter os filhos em um colégio, atentos à qualidade do ensino mas sem deixar de se preocupar com o orçamento familiar.

Apesar de uma grande campanha publicitária com outdoors e inserções na mídia, Clóvis Roberto Benedetti Lourenço, diretor de um colégio de Bauru com turmas de ensino fundamental, ensino médio e curso pré-vestibular, afirma que a principal estratégia da instituição para garantir as matrículas é encantar o público interno. “São os nossos 1.500 alunos que levam nosso nome lá para fora. A satisfação deles é que contagia o público externo”, ressalta.

Lourenço aposta também na qualidade do material utilizado pelos alunos, nas atividades extra-curriculares e na estrutura do colégio como atrativos para novos alunos. “Além do ensino acadêmico, o aluno vem para desenvolver seus talentos. Temos a preocupação de não pensar apenas nos resultados, nos vestibulares, mas também na formação humana, trabalhando as angústias, as dúvidas, o empreendedorismo e os valores com os alunos”, completa.

Para Adalberto Luís Sincoto, mantenedor de um colégio que atende alunos do berçário até a oitava série do ensino fundamental, um dos pontos mais importantes para a qualidade do ensino é a qualificação dos profissionais que trabalham na instituição. “Além de manter professores com experiência, temos acompanhamento paralelo de profissionais como fonoaudiólogo, psicólogo e dentista, que são importantes especialmente no caso das crianças”, indica.

Sincoto revela também o compromisso de oferecer aos alunos um acompanhamento mais próximo, por parte dos professores. “Temos um número reduzido de alunos em cada sala, que recebem atenção diferenciada e acompanhamento bem de perto, respeitando os limites e focando nas necessidades de cada estudante.”

Descontos

Em diversas instituições, quando a inscrição dos alunos para o próximo ano letivo é realizada nas primeiras semanas da temporada de matrículas, os pais são beneficiados com descontos. É o caso da escola gerenciada por Gerson Trevisani e que atende alunos da educação infantil ao ensino médio e curso pré-vestibular. “Para matrículas até 20 de outubro, os pais pagavam a primeira parcela da anuidade sem o reajuste que teremos para o próximo ano, que gira em torno de 10%”, revela.

Além das campanhas publicitárias, Trevisani observa que a principal estratégia da instituição é manter seus atuais alunos. “Somos uma das poucas escolas onde as vagas se esgotam, e por isso, damos preferência a nossos alunos. Isso tem a ver com a história da escola. Muitos alunos atuais são filhos de ex-alunos e isso faz a tradição da escola”, diz.

Em outros estabelecimentos, são realizados “vestibulinhos” e concursos de bolsas, em que os candidatos classificados nas melhores posições recebem descontos de até 100% nas mensalidades para o ano todo ou ainda para todo o ensino médio. “Os concursos buscam bons alunos. É interessante para a escola ter alunos promissores, que poderão se destacar nos vestibulares e que ainda atraem muitos outros”, argumenta Lourenço.

No entanto, para alguns pais, o preço a ser pago por um ensino de qualidade para os filhos não é a questão mais importante. O bancário e professor João Paulo Ribeiro afirma que não pretende mudar seus filhos de escola, mesmo que não consiga qualquer abatimento nas mensalidades. “Vim fazer a rematrícula essa semana e vou conversar com o diretor para ver se consigo um desconto. Mas meus filhos adoram os professores, temos um bom relacionamento com a direção e não vou tirá-los da escola de jeito nenhum”, reitera.

Foi justamente pelo bom relacionamento de sua família com o colégio que o empresário Luís Carlos Froes decidiu fazer a rematrícula de seus filhos Drielle, 15 anos, e Tarcísio, 11 anos. Os dois estudavam em outra escola, há dois anos, quando a família decidiu transferi-los para a atual instituição.

“Eu procurei uma escola onde eles fossem mais valorizados. É importante que a escola tenha um corpo de professores e administradores voltados para isso, além de serem jovens e atualizados, que falem a mesma língua dos alunos”, destaca.

Na opinião de Froes, o custo do ensino não deve ser um fator fundamental na hora de se escolher uma instituição. “Na situação que o País se encontra, você precisa analisar o valor das mensalidades, porém, o mais importante é estabelecer o que a escola tem a oferecer aos seus filhos em retorno ao valor que você vai pagar.”

Para o bancário Darci Murilo Carrion, que mudou seu filho de escola no ano passado, os pais devem procurar uma instituição que esteja preparada, pedagógica e estruturalmente, para receber as crianças. “Eu visitei o colégio e achei o mais adequado. Meu filho teve um desenvolvimento até mais rápido do que esperávamos. Minha filha menor só não está no mesmo colégio porque ainda não tem idade. Assim que ela entrar na escola, com certeza vai estudar lá também”, conclui.