Na condição de proprietário de imóveis na pseudo-avenida Castelo Branco, afirmo que o recuo de imóveis assemelha-se à picada de urutu. “Se não mata, aleija.”
Imóveis não são móveis. Ainda que móveis fossem, dado os diminutos terrenos nos quais se acham localizados, não poderiam ser recuados, por conseguinte, terão que ser submetidos a dispendiosíssimas reformas que, se não os exterminarem, os deixarão mutilados, pois ficarão desprovidos de jardins, de varanda, de garagens e de outros cômodos mais, a ponto de não mais servirem para comércio ou para moradia.
Tais modificações reduzirão o valor dos imóveis em mais de 80%, cujo valor de há muito já se acha reduzido em decorrência dessas ameaças que perduram por mais de um decênio.
Além do mais, o alargamento de três ou cinco metros tornar-se-á dispendiosíssimo para a municipalidade, trará uma infinidade de problemas para os proprietários e a citada via continuará a ser uma estreita rua com o nome de avenida, através da qual os veículos desembocarão numa já problemática rotatória.
Pelo amor de Deus, essa delonga nos tem prejudicado excessivamente. Ou alarguem uma coisa que presta, transformando a citada via numa verdadeira avenida, demarcando-a, desde o seu início até às margens do rio Batalha, para que cidadãos inocentes não adquiram terras ignorando-as serem de utilidade pública, ou metam um borracha nessa maldita lei que só tem prejudicado o desenvolvimento da região e apavorado os proprietários que bem sabem que, na hora do vamos ver, não há verbas para serem indenizados. Agradeço pela publicação. (Edmundo José da Silva - RG 13.748.325)