08 de julho de 2026
Regional

Região pode ser 2º pólo citrícola de SP

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A região de Bauru poderá se tornar o 2.º pólo citrícola do Estado de São Paulo. É o que prevêem vários profissionais que trabalham no setor. Empresas consolidadas nesse mercado estão adquirindo ou arrendando terras na região que apresentam várias condições favoráveis.

O clima é mais ameno do que o da região norte e noroeste do Estado. A ausência de doenças graves que atacam os pomares e dizimam grandes plantações, além do preço das terras, são alguns dos atrativos apontados a favor da nossa região em relação ao pólo citrícola atual.

A hipótese da instalação de uma indústria de processamento de laranja não é descartada, porém vai exigir empenho político para que Bauru, que já conta com porto seco e entroncamento rodoferroviário seja a sede.

Roberto Salva, engenheiro agrônomo da Unesp de Jaboticabal, que atua como consultor na região de Araraquara, acha que a migração vai gerar riqueza. “Essa macrorregião vai ser beneficiada. O preço das terras já duplicou em relação há dois anos. Os investimentos estão sendo feitos por grandes empresas do setor que devem investir também em tecnologia para a produção de frutos de qualidade.”

Para ele, as áreas mais cobiçadas estão na região de Bauru, Botucatu e Avaré. “Vários produtores de grande potencial adquiriram área de 500 a 1.000 alqueires para plantação de pomares. Em três anos, essa região estará produzindo frutos que poderá exigir a presença de uma indústria de processamento para a exportação de suco.”

Ele frisa que as grandes empresas não abandonarão a região norte e noroeste do Estado. “Elas estão ampliando seu potencial, adquirindo novas áreas para multiplicar os pomares, em função dos aspectos fitossanitários. É importante que a citricultura não fique concentrada em uma área só e sujeita a uma grande influência de fatores negativos.”