08 de julho de 2026
Geral

Sem acesso, Sato ameaça deixar Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Sato Verduras, empresa que produz hortaliças vendidas na maioria dos estabelecimentos de Bauru e região, além de abastecer supermercados da cidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Presidente Prudente e até Campo Grande (MS), está ameaçando deixar Bauru se as condições de acesso à sede da empresa, que fica no Jardim Coral, não melhorarem.

Os caminhões carregados de hortaliças freqüentemente encalham nas quadras 12 e 13 da rua Agostino Fornetti, que está esburacada e é o único acesso à sede da empresa, local onde os produtos são embalados para venda. “São 30 caminhões que saem carregados de lá diariamente. Em dias secos, o problema são os buracos. Em época de chuva, como agora, também temos que enfrentar a lama. A única solução é a prefeitura asfaltar essas duas quadras, as únicas que faltam da rua”, propõe Aparecido Humberto Pavão, técnico em agronomia da Sato.

Ele ressalta que os buracos na rua, além de atrasar a entrega das hortaliças, compromete a qualidade do produto. “Se a hortaliça, que é delicada, fica sacolejando no caminhão, pode sair da embalagem e acabar estragando”, frisa.

Édna Sato, sócia-proprietária da empresa, confirma que já está pensando em mudar a sede da empresa. “Nós já consertamos, jogamos terra para tapar os buracos destas duas quadras da rua Agostinho Fornetti, mas não resolveu. Quando chove, a enxurrada leva toda a terra. Só o asfalto resolve de fato. Até pensamos em sair de Bauru por causa disso”, diz.

A Sato mantém hortas também nos municípios de Piratininga e Fernão, num total de cerca de 50 alqueires plantados com vários tipos de culturas - alface, rúcula, chicória, almeirão, entre outras. Em Bauru, além de uma horta de aproximadamente dez alqueires, funciona o setor de embalagem e distribuição, de acordo com Édna. A empresa gera cerca de 400 empregos entre diretos e indiretos.

Pavão, que já solicitou à prefeitura a pavimentação das quadras 12 e 13 da rua Agostino Fornetti, agora pretende recorrer ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) para tentar viabilizar a obra. “Na prefeitura, me informaram que a obra, entre asfalto e galeria pluvial, fica em mais de R$ 150 mil e só tem condições de ser viabilizada se houver verba estadual”, diz.

Arlindo Figueiredo, secretário das Administrações Regionais (Sear), que recebeu Pavão, confirma que a prefeitura não tem verba para a pavimentação.

â€œÉ uma obra grande porque além do asfalto é preciso fazer cerca de 500 metros de galeria pluvial. Precisaria de uma parceria do governo do Estado, como fizemos na pavimentação no Parque Jaraguá e como está sendo duplicada a avenida Luiz Edmundo Carrijo Coube”, comenta.