08 de julho de 2026
Geral

Muro de residência desaba com chuva

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Dois estralos fortes anunciaram ontem pela manhã a queda do muro de arrimo de uma casa situada na quadra 2 da rua Floresta, no Parque Vista Alegre. Pressionada pela água da chuva que não tinha para onde escoar, uma parede erguida na área de serviço caiu. O desabamento provocou rachaduras grandes na cozinha, abalou a estrutura do imóvel, cuja construção é antiga, mas não atingiu outras residências. Por pouco não fez vítimas.

“Eu estava lavando louça na cozinha e meu filho de 2 anos brincava na porta (da área de serviço). Como estava entrando muita água pelas telhas, meu pai achou que a calha estava entupida e começou a mexer. Então, ouvimos um estralo. Depois outro”, recorda Renata Pereira Pardino, que estava na casa dos pais com a família no momento do desmoronamento.

Assustada com o barulho, ela arrastou o filho para outro cômodo da casa. Na seqüência, o muro caiu. “Meu pai veio correndo. Eu e meu marido pegamos as crianças (a de 2 anos e outras de 5 e 7 anos) e saímos todos de casa. Parecia que ia desabar tudo. Foi quando lembramos do Jefferson (o filho mais velho de 14 anos). Ele estava dormindo. Meu pai veio pegá-lo”, conta.

Foi da rua que a família pediu socorro tanto ao Corpo de Bombeiros como à Polícia Militar. “Até à noite vamos sair daqui. Se o muro tivesse desabado durante à madrugada, talvez não percebêssemos. Poderia ter acontecido um desastre. Provisoriamente vamos morar todos na minha casa. A proprietária do imóvel esteve aqui e ofereceu a casa dela para dormirmos”, diz.

A desocupação do imóvel foi recomendado tanto pelo Corpo de Bombeiros quanto pela Defesa Civil. “A estrutura da casa foi abalada. Teoricamente não há risco para outras casas (da vizinhança)”, explica o tenente do Corpo de Bombeiros Emanoel Messias Roldão.

Mesmo assim, se depender do vizinho Sérgio Luiz da Conceição, em breve a família dele terá outro endereço. “Não dá mais para confiar. Minha casa também tem infiltrações. Quando ouvimos o barulho, também corremos para fora. Depois corri para lá (para a casa do vizinho). A gente se dá muito bem e eu fiquei preocupado”, conta.

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Escombros

Com o apoio do Corpo de Bombeiros, a Regional Administrativa do São Geraldo recolheu os escombros do muro, que deve ser reconstruído pela proprietária do imóvel.

“Se não chover mais, vamos levar umas seis horas de trabalho. Desabamento de muro de arrimo é comum principalmente em épocas de chuva. Nesses períodos, temos de cinco a dez ocorrências”, explica o diretor administrativo da Regional São Geraldo, Antônio José Schiavo, que ontem representou a Defesa Civil.

De acordo com ele, o problema ocorre porque os muros normalmente são construídos por leigos. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Emanoel Messias Roldão, o preço médio cobrado por um engenheiro para fazer o cálculo estrutural é de R$ 2 mil. A proprietária do imóvel afetado com a queda do muro não estabeleceu prazo para fazer o investimento, informam os locatários.