09 de julho de 2026
Regional

Rotatividade prejudica trabalho, diz psicóloga

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Na opinião da psicóloga Vânia Regina Pereira de Souza, a forte pressão psicológica vivida pelos detentos explicaria, em parte, os suicídios dentro do sistema prisional paulista, em particular.

Vânia trabalhou durante dois anos na Penitenciária 1, em Pirajuí, e atualmente dá assistência aos presos do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru.

Ela comentou que a pressão psicológica começa quando o preso percebe que está longe da família e que perdeu muito mais do que “apenas” a liberdade. “Quando a ficha cai, ele percebe que perdeu tudo. E isso fica na cabeça dele 24 horas por dia”, analisa.

Dentro deste contexto, o trabalho dos psicólogos junto aos presos é induzi-los a uma reflexão sobre a vida deles e fazê-los enxergar que novos rumos são possíveis. “Temos que demonstrar que todo ser humano está sujeito a erro, mas que eles não devem ser repetidos.”

Para se chegar a algum progresso nesse trabalho de recuperação psicológica, Vânia afirmou que o apoio da família é indispensável. “Ele (preso) tem que sentir que quando chegar lá fora terá o apoio.” A resposta a esse tipo de trabalho, segundo ela, tem sido muito bom.

Vânia disse que a alta rotatividade de presos dentro dos presídios inviabiliza um trabalho psicológico mais aprofundado.