07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

LÍDER PEIXE PEGA UM FLU EMBALADO

Líder do Campeonato Brasileiro com 69 pontos, o Santos enfrenta o Fluminense em São José do Rio Preto, na primeira das duas partidas que fará longe da Vila Belmiro após a punição imposta pelo STJD. Mesmo com a liderança alcançada, ficou um gosto de que poderia ser melhor. Os jogadores santistas lembraram que a equipe já perdeu duas chances seguidas de abrir vantagem sobre o Atlético-PR. Os paranaenses perderam nas últimas duas rodadas. O time de Vanderlei Luxemburgo tem negado fogo na hora de abrir pontos. Esses pontos podem fazer falta lá na frente e até custar o campeonato. Se tivesse derrotado São Paulo e Flamengo, o Peixe teria aberto cinco pontos de vantagem na ponta da tabela. Uma vantagem quase inalcançável nesta altura da competição. No Fluminense, a goleada sobre o Juventude por 7 a 1, quarta-feira, deixou os jogadores em estado de graça. Enfrentando um franco-atirador muito embalado, a parada poderá ser difícil para o líder, esta tarde, no belo Teixeirão.

TRICOLOR ABALADO

O São Paulo encara o Figueirense neste sábado, em Santa Catarina, abalado pela morte trágica do zagueiro Serginho. A imagem do jogador recebendo respiração boca-a-boca e massagem cardíaca não sai da mente dos jogadores. Muitos não devem ter dormir quarta-feira à noite. O volante César Sampaio já pensa, por pedido das três filhas, em encerrar a carreira ao final do ano. O final da semana foi triste e tumultuado para o Tricolor, ficando o jogo em Floripa num segundo plano. A maior preocupação é com a sequência do jogo contra o São Caetano, quarta-feira. Émerson Leão disse que o recomeço da partida irá prejudicar o São Paulo e gerará dúvidas. Caso um atleta seja expulso ou se machuque neste sábado contra o Figueirense, poderá jogar quarta-feira? O São Paulo não sabe responder e a CBF não se pronunciou.

VERDÃO NO SUL

O Palmeiras encara o Grêmio na cidade natal do noroestino Gileno, Pelotas, tentando conquistar mais uma vitória para enconstar nos líderes do Campeonato Brasileiro e superar o trauma da morte do zagueiro Serginho, do São Caetano. Claudecir, Magrão, Daniel e Adãozinho, entre outros, eram muito amigos do inesquecível zagueiro do Azulão. Mas os palmeirenses precisam superar o abalo emocional, porque a vida nem sempre é cor de rosa. O confronto desta tarde, no Sul, também preocupa o Verdão pelo retrospecto da equipe neste Brasileiro. O Palmeiras atua melhor contra times mais fortes, mas diante de equipes abaixo na tabela se complica. O Grêmio é o lanterna da competição, com 35 pontos e está no limite do desespero. Será um jogo de risco.

TIMÃO NO PACAEMBU

Após empatar com o Criciúma por 1 a 1 e ver a Libertadores mais longe, o Corinthians joga esta noite, no Pacaembu. Ainda tentando se recuperar do choque da morte de Serginho, o Timão pega o Vitória, que não vai bem das pernas neste Brasileirão. O time de Tite precisa vencer para se reaproximar da zona de classificação para a Libertadores. Com 58 pontos, está sete pontos atrás do São Caetano, time que ocupa hoje a quarta colocação e estaria classificado para a seletiva da Libertadores.

NEGOCIANDO

O presidente Marcelo Teixeira nega até a morte, mas o Santos está negociando Robinho com o Benfica. O Santos apresentou um valor que considera plausível pelos 60% do vínculo contratual que possui do jogador. Não tem nada certo. O Benfica apresentou apenas proposta verbal, mas proposta verbal não vale. O caso evolui a cada dia.

ENTROU DE GAIATO

Aproveitando o fato de o Santos atuar somente com oito jogadores, o São José arrasou o adversário por 17 a 2, e não foi jogo de basquete. A partida foi pelo Campeonato Amapaense de Futebol, quarta-feira. Um dirigente do Ypiranga, interessado no resultado da partida, deu uma grana a três jogadores do Santos, para que não pintassem no pedaço. O cartola achava que com os três desfalques o Santos perderia por W.O, mas pela lei, oito em campo dá ‘quorum’. Se fossem sete atletas, haveria o W.O.

MUITO CUIDADO

O cardiologista Constantino Constantini, que realizou a angioplastia no atacante Washington, do Atlético Paranaense, para a colocação de dois “stents” (prótese de aço flexível) no coração do jogador, em julho de 2003, comenta que não se pode afirmar que um desfibrilador poderia salvar a vida do zagueiro Serginho, do São Caetano. “Um dos maiores problemas que nós temos no nosso país é opinar sem saber”, disparou o doutor. Concordo. Gente que se mete a opinar, sem ter fundamento ou embasamento. Falar agora é muito fácil. Não sabemos exatamente qual era o problema que existia com o jogador.