09 de julho de 2026
Geral

Finados é celebrado também por crianças

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O Dia de Finados deste ano foi o mais triste para as primas Ana Carolina, 12 anos, Jéssica, 13 anos, Bianca, 9 anos, e Thiago, 8 anos. Ontem, eles estavam junto ao túmulo da avó, morta há seis meses, acendendo velas e colocando flores, acompanhados dos pais, no Cemitério São Benedito, na Vila Independência.

Jéssica, uma das mais emocionadas, não conteve as lágrimas ao lembrar que no Natal passado a avó chorou ao dizer que poderia ser o último que passava ao lado dos netos e bisnetos. “Agora será o nosso primeiro Natal sem ela”, lamenta a neta.

Segundo ela, o que mais faz falta é o carinho da avó e sua companhia todos os domingos, quando a família costumava se reunir para o almoço.

Perto dali, Adelaide Ferreira Carvalho lamentava o furto de uma placa de bronze que estava afixada no túmulo de seu cunhado, o ex-combatente da Revolução Constitucionalista de 1932, Armando Batista Ribeiro.

A placa era uma homenagem à participação dele na revolução e ontem não estava mais sobre o túmulo. Adelaide disse que esteve no local pela última vez em maio, por ocasião do Dia das Mães. Somente ontem foi notada a falta da placa.

No Memorial Bauru, um dos primeiros cemitérios verticais do Estado, o movimento também foi grande ontem de manhã. Mesmo com apenas quatro pessoas sepultadas e uma trasladada (transferida), o local recebeu a visita de muitos curiosos, que queriam saber quais as diferenças em comparação com os cemitérios tradicionais.

Irene Orlando de Souza gostou do que ouviu. Ela disse ter ficado impressionada com o sentimento de paz emitida pelo local. Dona de alguns terrenos em outros cemitérios da cidade, ela cogitou ontem a possibilidade de vendê-los para comprar um espaço no memorial.

Também visitando o cemitério vertical pela primeira vez, Ivone Luiz de Oliveira, disse ter ficado “maravilhada” com o que viu e ouviu. “Isso aqui é mais parecido com um hotel”, compara.