08 de julho de 2026
Geral

Moradora aluga casa de fundo e engorda orçamento do mês

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

A comerciante Hilda de Souza conta nos dedos o início da Grand Expo Bauru. Todos os anos, nessa época, ela aluga uma casa, que fica nos fundos de seu bar, para um grupo de pessoas que vêm de outras cidades para trabalhar na feira. Com isso, consegue aumentar os rendimentos do mês.

De cada “inquilino” é cobrada uma taxa de R$ 30,00. Eles permanecem ali por cerca de duas semanas e depois vão para outras cidades participar de outras feiras e assim vai o ano todo. Como passam o dia todo trabalhando na Expo, usam a casa apenas para dormir.

Depois de oito anos alugando a casa, Hilda ainda se emociona quando começa a falar das inevitáveis despedidas. Segundo ela, depois de tanto tempo de convivência, o sentimento que fica é que todos fazem parte da mesma família.

Ela conta que geralmente o grupo que se hospeda na casa é o mesmo todos os anos. Por isso, acaba se criando um vínculo com eles.

Atualmente, estão na casa 17 pessoas. Em todos os cômodos é possível ver camas e colchonetes espalhados. “Se a pessoa não estiver preocupada com luxo e conforto, dá para acomodar aqui”, disse Hilda, que revelou nunca ter tido problema com seus hóspedes.

Segundo ela, quando chega alguém diferente sempre é por indicação do próprio grupo, o que a deixa mais tranqüila quanto à procedência do novo integrante da “família”.