08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Caio Coube - Parabéns!


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Prezado Caio Coube, há uns 13 anos, quando assumi a delegacia de polícia do município de Bariri, fui entrevistado pelo “Jornal Candeia” e me pediram para explicar, em poucas palavras, o que “política” significava para mim. Com muito orgulho, respondi: "Saudade de meu avô."

Hoje, vendo que sua campanha foi consistente e sua firme disposição em servir a população, não servir-se dela, com saudosismo lembrei-me novamente de meu avô, João Lázaro de Almeida Prado, carinhosamente chamado “João Bambu” pelos amigos, graças ao seu porte físico - alto e magro. Assim como você, meu avô era de uma família numerosa, unida e abastada. Tinha tudo para dar as costas ao povo e seguir seu caminho criando seus filhos e cuidando de seus pés de café, sem se expor e sem se desgastar. Só lhe interessava o cargo público para servir aos semelhantes, em especial o povo da região de Jaú, seu reduto. Seu único proveito era o prazer de bem servir, absolutamente nada mais. Nunca foi prefeito “do” Jahu ou de Itapuí, onde vivia, mas foi várias vezes eleito deputado estadual, só terminando a carreira junto a outros de sua estirpe que não se adaptaram ao estilo Maluf de governar São Paulo. Quando faleceu, meu avô já não era jovem, mas ainda gostava de ostentar o brasão do “Lions” na lapela de seu paletó escuro e de declarar-se Vicentino. Costumava dizer que estava “pronto” para informar que, embora não tivesse amealhado fortuna - na verdade nunca se preocupou em guardar -, chegava ao fim da vida realizado, vendo todos os seus filhos formados, casados, também com famílias numerosas. Aliás, embora tenha estado tanto tempo na política e no governo, meu avô muitas vezes comentava que eu era o único de seus vários descendentes - 10 filhos, 28 netos e três bisnetos - que ocupava algum cargo público, o de delegado de polícia, conquistado através de regular concurso. Ouvi dele, várias vezes, que, onde quer que eu estivesse, poderia dizer, de cabeça erguida, que era neto do deputado João Lázaro de Almeida Prado, pois ninguém, jamais, mencionaria algo a seu respeito que pudesse me envergonhar. E assim vem sendo em minha vida por essas terras paulistas. Sempre que alguém se lembra de meu avô, tece comentários elogiosos, que enchem minha alma de alegria. Esse foi o maior tesouro que ele nos deixou: o respeito de seus semelhantes, decorrente de sua paixão de servir sempre, especialmente os mais necessitados.

Fiz esse relato, Caio, com o propósito único de estimulá-lo a prosseguir, pois nosso povo precisa de pessoas como você, dispostas a servir por servir e, saiba, certamente seus filhos - e seus netos que virão - um dia ouvirão do Caio Coube tudo aquilo de bom que já ouvi do João Lázaro de Almeida Prado. Desejo-lhe muito sucesso!

Antonio Carlos Piccino Filho - RG 8.411.968/SP