O TRIBUTO
O melhor jogador de hóquei no gelo da Letônia, Sergei Zholtok, morreu durante durante o jogo entre Dínamo de Minsk e Riga-2000, em Minsk, na capital da Bielo-Rússia. Não é só jogando futebol que se morre. Zholtok, de 32 anos e que tinha sido contratado este ano pelo Riga-2000, se sentiu mal a cinco minutos do fim da partida e morreu a caminho do hospital. Em 1992, o atleta jogou no Boston Bruins, da liga americana (NHL), e depois defendeu clubes de Estados Unidos e Canadá. Na quarta-feira da semana passada, o zagueiro Serginho morreu após um mal súbito durante a partida entre São Caetano e São Paulo. No mesmo dia, o técnico de vôlei Eduardo Monteiro, de 46 anos, sofreu um ataque cardíaco e faleceu quando treinava como jogador com uma equipe master na quadra do Sport Recife. Esse fato passou batido. E até agora estão querendo apontar os responsáveis pela morte de Serginho. A morte chega em qualquer lugar, mas acontece que futebol paga o tributo pela sua super-popularidade.
SEIS GOLS EM 34'
Seis gols em 34 minutos não é fácil. Quando entrou em campo, o São Caetano sabia que teria dois adversários pela frente: o time do São Paulo e a tristeza pela ausência de Serginho, que morreu naquele mesmo gramado uma semana antes. E o Tricolor se aproveitou disso para vencer por 4 a 2 e se se recuperar da derrota para o Figueirense. Encostou novamente nos líderes do Campeonato Brasileiro, na luta pelo título e por uma vaga para a Libertadores. O São Caetano, com um jogo a menos, segue com 65 pontos, em situação semelhante. Foi a primeira vez neste Brasileirão que o Azulão levou quatro gols na mesma partida.
CAIU DE PÉ
Com seu time recheado de reservas - apenas os titulares Mauro e André Luís entraram em campo - o Santos foi derrotado por 3 a 2 pela LDU. Apesar da altitude de Quito, o Peixe caiu de pé, jogando no ataque e encarando o time equatoriano de igual para igual. Agora o alvinegro praiano terá que vencer por dois gols de diferença o jogo de volta, na Vila, para se classificar diretamente para as semifinais da Copa Sul-Americana. Uma vitória por um gol, dia 10 próximo, provoca pênaltis.
SUPERTIMÃO
O iraniano Kia Joorabchian, empresário e presidente do Grupo MSI (Media Sports Investiment), possível futuro parceiro do Corinthians, disse que, caso assinem mesmo o contrato com o Timão, a promessa é de ter o melhor time do Brasil para os próximos anos.
NOROESTINO
O noroestino fanático Márcio Eiji, estudante de design, está desenvolvendo um projeto que tem como tema central o Alvirrubro, e pede nossa ajuda. Márcio, com relação as fotos de jogos e treinos, procure Quioshi Goto, que poderá atendê-lo. De minha parte, com outro tipo de material, apareça por aqui que farei de tudo para ajudá-lo.
OBRIGADO, AMIGO
Recebo e-mail de Roberto Mancuzo, que integrou a editoria de Esportes do Jornal da Cidade, em 1998. Agora chefe do jornalismo da TV Fronteira, de Presidente Prudente, Mancuzo manda dizer: “Somos integrantes da torcida ‘Fanáticos do Atlético Paranaense’, mas em consideração a você, espero que o seu Santos conquiste mais uma vez o título nacional”. Obrigado, amigo do peito. Aquele abraço.
BOM TRABALHO
Celso Zinsly está muito satisfeito com o trabalho que vem sendo feito por José Esmeraldi, da Rádio Auri-Verde, visando recrutar, num futuro bem próximo, um grande - pelo menos razoável - número de torcedores, para a formação do quadro associativo do Noroeste. Também acho que o Zé Esmeradi faz um bom trabalho. Digo, ótimo.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1988: Noroeste 1 x 2 Palmeiras, em Bauru. César Pereira e Nenê marcaram para o Verdão; Ronaldo Marques fez o gol do Norusca. Árbitro: Ílton José da Costa. Público pagante: 11.537. Noroeste: Rogério (Roberto Costa); César, Juliano, Edson Mariano e Paulo Mendes; Fonseca, Zimerman (Américo) e Lívio; Reginaldo, Ronaldo Marques e Baroninho. Técnico: Urubatão Nunes. Palmeiras: Zetti; Jairo, Toninho, Nenê e Carlos Alberto; Célio, Lino e César Pereira (Caçapa); Rodinaldo, Bizu (Murilo) e Ditinho Souza. Técnico: Rubens Minelli.
SERGINHO
A revista ‘Veja’ reafirmou todas as informações publicadas na matéria sobre a morte de Serginho, na edição desta semana. Na reportagem, a esposa do zagueiro, Helaine Cristina Castro de Oliveira, afirma que empresários de seu marido e representantes do São Caetano pediram para ela não revelar o cateterismo feito pelo atleta. Um dos empresários, Bruno Pontes de Paiva (filho do técnico Mário Sérgio) classificou a matéria como “mentirosa”.