09 de julho de 2026
Geral

Fogo destrói R$ 30 mil em eletroeletrônicos em oficina

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Quase metade dos 30 anos de profissão de um técnico eletrônico viraram pó na madrugada de ontem. Por causa de um incêndio, o salão onde Rubéns Miguel Justiniano da Silva há 13 anos consertava aparelhos de som, televisões e videocassetes foi totalmente consumido pelo fogo. Por pouco, as labaredas não atingiram a casa vizinha, também situada na quadra 10 da rua Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor.

“Foi a pior tragédia da minha vida, mas bens materiais a gente consegue com luta. Eu tinha cerca de 65 equipamentos prontos para entregar e outros 40 aguardando peça. É prejuízo de uns R$ 30 mil. Para voltar a trabalhar, vou gastar mais uns R$ 15 mil”, diz Silva, que tira da oficina o sustento para seus quatro filhos.

Ele espera repor os equipamentos aos clientes, a quem pede paciência. “O cliente não tem culpa, nem eu tenho, mas as condições não estão boas. Eu saí daqui ontem (anteontem) às 23h30 porque tinha bastante serviço. Estava tudo bem. Depois, às 2h da madrugada foram me avisar do incêndio”, conta.

Quem percebeu a fumaça foram os vizinhos de Silva, proprietários do estabelecimento locado por ele. “Meu filho chegou da casa da namorada dele, viu a fumaça e me acordou. Pedi para chamar o Corpo de Bombeiros, que chegou rápido. O difícil foi abrir a porta de ferro. Como demorou, o fogo foi se alastrando”, descreve Silvia Ribeiro.

Para controlar as chamas, os bombeiros levaram mais de uma hora e meia de trabalho e utilizaram quatro mil litros de água. “Graças a Deus estamos aqui”, avalia Ribeiro, que dormia com seus quatro filhos (duas crianças e dois jovens), quando foi alertada pelo primogênito sobre a fumaça.

Foi ela quem deu a Silva, morador do Núcleo Habitacional Geisel, a notícia sobre a ocorrência, ocorrida dois meses após o vencimento do seguro não renovado.

Mesmo desprotegido, o técnico eletrônico não acredita que o incêndio seja criminoso. “O fogo começou do fundo para a porta. Se fosse criminoso, seria o contrário”, especula Silva, que registrou boletim de ocorrência.

O caso será investigado pelo 4.º Distrito Policial que, em no máximo dez dias, receberá o laudo do Instituto de Criminalística (IC). “O laudo do IC poderá nos dizer se (o incêndio) foi natural ou criminoso. Se for criminoso, diligências serão feitas no sentido de identificar o autor”, explica o delegado do 4.º DP, Dinair José da Silva.