11 de julho de 2026
Geral

Grand Expo 2004: Melhoramento genético garante mais carne em menos tempo

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A criadora de gado Laura Barreto trabalha com nelore mocho há quatro anos. Durante esse tempo, ela já viu os animais crescerem cada vez mais rápido graças ao melhoramento genético que vem sendo feito dentro dos laboratórios brasileiros - considerado um dos melhores do mundo nesse assunto.

Como conseqüência dessas conquistas, Laura conta que cada vez mais diminui o tempo necessário para se conseguir a mesma quantidade de carne. O animal cresce mais rápido e, por isso, é abatido mais cedo.

Atualmente, todas as cabeças de gado que possui na Fazenda Araras, em Itapetininga, são crias do melhoramento genético. Segundo ela, o Brasil hoje está na frente de vários países na fertilização “in vitro” de animais da raça nelore.

Segundo explicou, o processo começa com a aspiração do ovário de uma vaca doadora. No laboratório, é feita a fusão do espermatozóide com este ovário. Deste encontro, inicia a gestação.

O embrião é mantido em laboratório por uma semana. Depois desse tempo, ele é transferido para a “barriga de aluguel” da receptora e o bezerro melhorado geneticamente nasce depois de nove meses.

Laura conta que tem atualmente na fazenda 800 receptoras especialmente separada para o trabalho de transferência de embrião.

Os touros normalmente são comercializados quando estão com 24 meses de vida. Segundo Laura, é o tempo suficiente para que eles estejam prontos para “cobrir” uma fêmea. A essa altura, cada touro está pesando aproximadamente 600 quilos.

Laura participa de feiras agropecuárias há três anos. Sua primeira exposição foi exatamente em Bauru, quando trouxe cinco animais.

Este ano, aumentou para 21, o mesmo número do ano passado, e entre os destaques está o campeão “Dom Juan”, que ficou em primeiro no ranking nacional 2003-2004 da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Com 19 meses de vida e pesando 835 quilos, o animal foi considerado o melhor touro jovem no ano passado.

Para Laura, na prática, ter os animais bem classificados no ranking da ACNB demonstra que o caminho seguido está correto, que o trabalho de melhoramento genético que vem sendo feito há quatro anos está dando resultados positivos.