08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Equacionando o problema


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Complementando reflexão feita a propósito da criação de novos presídios com maior conforto, contrastando com a falta de conforto do trabalhador honesto, novas reflexões e ponderações mais profundas, levam-nos à raiz do problema do aumento da população carcerária.

O jovem casa-se ou junta-se e logo procria e quando pensa que está tudo sob controle, perde o emprego. Ignorante, despreparado e sem valores morais, encontra na marginalidade o dinheiro que precisa para sustentar companheira, mulher e/ou filhos.

Vai preso, fica muito bem no presídio e a mulher aqui fora, também ignorante, despreparada e sem valores morais, não vê nem quer ver outra saída e também parte para a marginalidade, daí estar havendo um aumento crescente de mulheres no tráfico, no roubo, no furto e nos assaltos, obrigando a sociedade a criar novos presídios femininos, com todas as implicações de conforto e preservação de novas vidas aí nascidas e que aí vão acabar indo parar. E a sociedade que pague por isso.

Os filhos que ficaram sem pai nem mãe, também ignorantes, despreparados e sem nenhuma orientação moral, vão, na certa, ingressar na senda da marginalidade, único caminho que conhecem e mais estes a sociedade tem de sustentar também e haja presídio suficiente para toda essa gente, pais, mães e filhos e haja sociedade que pague impostos cada vez mais caros, para poder sustentar no bem bom, toda essa gente.

O jeito seria cuidar do ser humano, desde o despertar de sua inteligência, para que quando chegue a ser adulto tenha competência, adquira valores mais altos e criatividade suficientes para que possam criar novos e sadios caminhos na vida, dentro da lei e da ordem, sendo cidadãos úteis a si mesmos e à sociedade na qual vivem. Esse deveria ser o papel da escola, se não estivesse, também ela, contaminada pela marginalidade.

As classes patronais que refreiem a sua ganância, principalmente os banqueiros, não criem tanto desemprego e miséria, para que não estimulem seqüestradores e assaltantes; melhor mantê-los no emprego e se contentar com menos, do que perder vida e valores mais altos. (Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947)