O prefeito reeleito de Botucatu (90 quilômetros de Bauru), Antônio Mário Ielo (PT), já conta com uma experiência positiva quando a palavra é união dos prefeitos de sua região. Trata-se do Pólo Cuesta, um consórcio intermunicipal criado em 2001 para discutir e desenvolver o turismo extrapolou suas metas.
O consórcio se transformou em um fórum permanente de discussão e de reivindicações nas esferas Estadual e Federal de todos os assuntos. “Desde que seja importante para o desenvolvimento da nossa região. Com o término do período eleitoral, os encontros voltam a ser mais freqüentes.”
Ielo aposta nas discussões regionais para solucionar problemas e buscar recursos externos. “Esse é o melhor caminho para o desenvolvimento de nossas potencialidades e busca por recursos externos. E é exatamente o que estamos tentando com o Pólo Cuesta. Temos muito mais força quando demonstramos organização regional e unidade nas reivindicações.”
O Consórcio Turístico do Pólo Cuesta reúne 10 municípios da região: Botucatu, Pardinho, Itatinga, Areiópolis, Paranapanema, Anhembi, Bofete, Conchas, São Manuel e Pratânia. “Atualmente, os prefeitos desses municípios têm trabalhado em conjunto em diversas áreas e procurado tomar ações e posicionamentos em conjunto.”
Como exemplo, o prefeito cita os Jogos do Pólo Cuesta, espécie de Olimpíada regional que reúne as 10 cidades da região. “Também foi criado um consórcio intermunicipal para utilização de máquinas na zona rural de sete municípios.”
Vocação
Ielo revela que três segmentos movem a economia de Botucatu e diz que está disposto a trabalhar para o desenvolvimento regional. “Penso que posso contribuir com experiência e me juntando às reivindicações coletivas.”
Otimista com um levantamento feito pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), o prefeito aponta o crescimento do setor em seu município. “O IEA - ligado à Secretaria de Agricultura paulista - mostra que, de 1996 a 2001, o aumento da produção de laranja na região foi de 160,1%, ou seja, de 5,712 milhões de caixas de 40,8 quilos. A região só perdeu para Orlândia, onde o salto foi de 188% - mas a produção ali ainda é incipiente: apenas 10,8 mil caixas.”
De acordo com o prefeito, em 2003 havia 3,5 milhões de pés de laranja em Botucatu. Neste ano, a perspectiva é de que chegue perto dos 7 milhões de pés. “Contribuem para isso o clima úmido propício à produção, a ausência de pragas e terras mais baratas.”
O município apresenta uma saudável diversificação no seu desenvolvimento. Três segmentos indicam uma vocação duradoura e sustentável. Uma das áreas que mais têm se desenvolvido nos últimos quatro anos é a da indústria, que praticamente dobrou o número de postos de trabalho. “O transporte tem se mostrado o carro-chefe desse crescimento”, comenta Ielo.
Outro setor importante é da produção de chapas de madeira. “O município conta com uma grande base florestal e concentra 40% da produção nacional de madeira reconstituída (Duratex e Eucatex). Atualmente, a Prefeitura trabalha para que a cidade possa se constituir em um importante pólo moveleiro no Estado.”
O terceiro segmento é o Centro de Tecnologia instalado em Botucatu. A cidade concentra o maior câmpus em extensão da Unesp do Estado de São Paulo. Conta ainda com fazendas Experimentais, Centros de Estudos e Desenvolvimento e um sofisticado Instituto de Biociências. Desde 2003 está em atividade na cidade uma unidade da PUC/SP, com cursos de extensão e pós-graduação. Uma unidade da ITE (Faculdade de Direito) está em fase de instalação.