08 de julho de 2026
Geral

Revitalização já melhora área central

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos meses, os prédios do Calçadão e das ruas transversais iniciaram o projeto de revitalização do Centro, com padrões estabelecidos pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). As lojas perderam os caixotes de metal e ganharam novas cores e novas bandeiras publicitárias. A arquiteta Pricilla Ananian, que é responsável por diversos projetos de fachadas, destaca que a imagem principal do Calçadão são os pórticos e que eles também necessitam de uma revitalização.

“Os arcos já são a imagem da cidade e não podemos deixar de considerá-los nessa revitalização. Eles proporcionam certo conforto térmico à população e ainda abrigam atividades e promoções nas datas comerciais, mas precisamos saber o que fazer com eles”, argumenta.

Na opinião da arquiteta, o Calçadão da Batista não está em pior estado do que outros corredores comerciais existentes no País, mas ainda lhe faltam elementos que o identifiquem com a população. “Com a revitalização, precisamos ter algo que identifique a cidade, como os pórticos, bancos, floreiras. Em Bauru, as lixeiras, por exemplo, são iguais às de qualquer cidade. Precisávamos de um mobiliário diferente, que desse essa idéia de paisagismo ao Calçadão”, sugere.

Entretanto, ela observa que a largura da rua Batista de Carvalho, que é de apenas 13 metros, inviabiliza a instalação de grandes estruturas ou mesmo a implantação de outras benfeitorias no local.

A arquiteta da Seplan Maria Helena Rigitano concorda que a instalação de banheiros ou outras estruturas na extensão do Calçadão não são idéias praticáveis. “Os sanitários da praça têm condições de atender a população, inclusive com acesso para deficientes físicos. Também seria complicado ter um fraldário ou uma área de descanso. O Calçadão não é um shopping, não tem a mesma estrutura”, aponta.

De acordo com a arquiteta, a prefeitura tem projetos de melhorias para a Praça Rui Barbosa e eles incluem a reforma dos sanitários. “Mas outras benfeitorias, como os bebedouros ou a instalação de um guichê de informações, estaria a cargo da AEC e das próprias empresas do Calçadão”, finaliza.