“Eu tenho o direito de estar errada” é o primeiro verso do novo CD de Joss Stone, a mais nova diva da música soul. Ela nem precisava começar o disco assim, meio que se desculpando, já que essa é a prova certa de que a loirinha inglesa, de apenas 17 anos e com uma das barriguinhas mais sexy do showbizz, além de grande cantora, é também compositora.
Em seu primeiro disco, “The Soul Sessions”, ela já havia escancarado sua voz aveludada e ritmo solto com sucessos dos anos 70. Entre eles, as deliciosas “Super Duper Love”, “Dirty Man” e uma versão de “Fell in Love With a Girl” dos White Stripes, transformada em “Fell in Love With a Boy” e recheada de suingue.
Nesse “Mind, body & soul”, Joss co-assina 11 das 14 músicas e ainda faz parcerias com gente de peso como Beth Gibbons, ex-Portishead, em “Killing Time”. As letras, às vezes, refletem que a dona de toda aquela voz é uma garota descobrindo a vida e que desenha uma carinha em sua assinatura. Em outras, no entanto, quem canta é uma mulher madura e que não precisa se afirmar ao mundo - como vêm tentando fazer outras meninas da música pop.
A MTV brasileira já está passando o clipe de “You Had Me”, e o disco tem outras músicas tão balançantes quanto, como “Don’t Cha Wanna Ride”, “Young at Heart” e até o reggae “Less Is More”. Na área das baladas, a menina segue a tradição dos grandes mestres do soul e entrega canções como “Security”, “Jet Lag” e “Sleep Like a Child”.
Amparada por ótimos músicos e produtores que entendem do que estão fazendo, Joss tem o jogo ganho nesse CD, que ela considera como sua estréia verdadeira. “Eu acho que meu jeito de cantar está muito melhor nesse álbum. Sua voz nunca mais será a mesma, depois que você começa a cantar ao vivo tanto quanto eu no último ano. Também tive mais confiança em mim como compositora do que tinha há um ano”, diz a nova diva em seu site.
A letra de “Right to Be Wrong”, a primeira música do CD, continua: “Tenho o direito de estar errada/ tenho de cantar a minha própria canção/ Eu posso estar cantando fora do tom/ Mas com certeza me faz sentir bem”. Só para avisar: ela não desafina e ainda faz os ouvintes se sentirem bem.