10 de julho de 2026
Articulistas

O que falta descobrir?


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Ela não é dotada de plumas e asas que a conduzam a distâncias e lá possam fazer suas festas. Não tem, igualmente, bicos e lábios que lhe possibilitem falar, emitindo os devidos sons, compreensíveis ou não pelos ouvintes, porém, de qualquer forma, tem condições de se fazer ouvida e entendida. Mas, quem é essa milagrosa, capaz de tanta coisa expressiva, que a torna tão importante na vida das pessoas e, assim, não somente no Brasil como fora dele, fazendo-se entender por milhões e milhões?

Realmente, não possui asas e, por isso, nada tem de igual a aves ou pássaros canoros ou silentes como tantos que circulam nos espaços, cantando ou fazendo arruaças e ruídos. Chama-se Internet e não possui sobrenome. É vista nas ruas, praças e avenidas, assim como ouvida pelas pessoas, recebendo recados (até luminosos) dos mais longínquos pontos do mundo e a eles respondendo imediatamente, mesmo não tendo fios eletrônicos e, então, falando e ouvindo com a naturalidade de quem possui antenas parabólicas, embora não as possua, significando apenas um pequeno aparelho transportado de um lugar para outro no bolso do paletó ou da calça, inclusive de crianças de colo e de adultos investidos em postos importantes, como presidentes, governadores, prefeitos e legisladores. É um milagre já dissemos - que, reproduzindo conversação verbal, tem condições de produzir também dinheiro grosso. E até onde irá ela, a chamada Internet, uma vez que marcha célere na frente dos progressos humanos? Já estando ouvindo e retransmitindo ela passaria, brevemente, a escrever também como jornalista moderno, inventando temas ou fazendo notícias de interesse social!

É o que perguntam os que já não têm como deixar de acreditar nos avanços das conquistas, que ainda virão a acontecer diante das atenções estupefactas da humanidade. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado e jornalista responsável do JC. “O mundo é daqueles que vivem não sonhando em ser, mas em estar de bem consigo, não devendo nada a ninguém e não se importando se estão usando sunga, smoking ou chinelo de velho. Muitas vezes, o chinelo é mais confortável!”.