08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Esclarecendo a Arco


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Em 7/11, lendo entrevista do presidente da Arco ao JC, entrevi que o referido sr. é um profundo conhecedor de rodeio e ONG’s de proteção animal.

Para elucidar ainda mais o referido senhor, venho colaborar colocando algumas considerações, estas sim são do meu conhecimento.

1) Bauru “está” alijado do processo (rodeio), por sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo, sentença essa obtida por farta documentação e provas, que a quem cabe julgar, julgou procedente;

2) Saber o que é bom e é ruim, entendo que deva ser estabelecido por técnicos e não pessoas que visem lucro com tal atividade;

3) Se os bois são melhor tratados que os peões, alguma coisa está errada. É claro que entendo que o valor “comercial” dos animais é alto e os donos não querem dano ao seu patrimônio. Mas sei também que os ferimentos causados são via de regra, feitos pelos peões, que no afã de vencer a disputa animal x homem não escolhem local para golpear. Quem monta o animal, não é seu dono e sim pessoas que conforme suas palavras são “pessoas simples, que vieram do campo”, portanto, ignorantes no sentido das leis;

4) Quem deveria fiscalizar se havia ou não seguro, seria alguma associação que protegesse os peões, uma vez que eles são seres racionais, e lá estão por sua livre e espontânea vontade;

5) As ONG’s de proteção animal se propõem a lutar pelos direitos a que todos seres são dignos. Eles (animais) não falam, e por isso não podem propagar aos quatro ventos, os seus benfeitores. Quanto aos 15 minutos de fama, foram nos “seus” que fiquei sabendo da existência sr. Orlando Lamônica Júnior.

A julgar pelo tom empregado na entrevista tão eficiente presidente, atreveria-me a julgar que a Arco nunca existiu e nem existira sem sua poderosa gestão.

Maria Dolores Barbosa Gomes - RG 568540-8