09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Vivemos e trabalhamos em prol do reino ou de nossa placa denominacional?


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Ultimamente esta pergunta tem ressoado em meus ouvidos e infelizmente a resposta que encontro é que o bairrismo rançoso e peçonhento tem se agigantado no nosso meio deixando claro que a placa da denominação tem sido prioridade na hora de nos unirmos pra qualquer coisa que seja, desde um evento interdenominacional ou até mesmo na hora de mostrarmos a força que temos enquanto povo evangélico.

Esta condição se torna mais evidente ainda quando vemos eleições em que, ao invés de nos unirmos pra tentarmos deixar a cidade um pouco melhor, sem corrupção, demagogias e com mais justiça em todas as áreas, preferimos nos esconder atrás de nossos rótulos e lançar candidatos que sejam de nossa bandeira afinal ele ou ela poderá trazer benefícios e facilidades, então a velha máxima popular “Cada um por si e Deus para todos” fica valendo.

Sou infelizmente um otimista em achar que podemos mudar este quadro, porém, o horizonte se mostra cinzento quando vejo a realidade vivida, a posição e atitude da maior parte da liderança e como diriam os adolescentes de hoje “tipo assim” não tem muita perspectiva de clarear, “tá ligado?”.

Não posso generalizar, mas o que percebo é que não existe consenso e sim posições pessoais em detrimento do que diz a bíblia sagrada quanto ao fato que deveríamos viver em comunhão e também quanto ao fato de o Senhor Jesus ter nos dito para sermos “UM” indicando unidade, único propósito, um só pensamento, um só objetivo, elemento este que creio eu era o segredo dos discípulos no tempo da igreja primitiva, pois só assim o mundo creria.

Como queremos que a sociedade nos veja como exemplo? Como modelos a serem seguidos? Como padrão? Se quando precisamos mostrar os traços do caráter de Jesus preferimos agir como Pilatos e lavar nossas mãos nos omitindo ou então representarmos Judas e trair nosso Mestre por trinta moedas.

Tenho em meu coração que se tivéssemos consciência da força que nos é outorgada no nome do Senhor Jesus para mudarmos o rumo de nossa cidade, estado e até mesmo país além de uma consciência cristã verdadeira que não prioriza o material e sim que toma as atitudes que Cristo tomou em priorizar o bem do próximo, em buscar fazer a vontade de Deus acima de tudo e para isto a perdoar a todos inclusive aos seus algozes; certamente tudo seria diferente.

Mateus 12:25: Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.

Francisco Carlos Sanches - RG 9.827.122