Em geral, os pacientes que aderiram aos consultórios médicos, odontológicos e a outros serviços de saúde nos bairros gostaram da novidade e não pretendem voltar a freqüentar o Centro para receber atendimento desse gênero.
A comerciante Elaine Cecília Gomes da Silva, por exemplo, mora nas proximidades do consultório da dentista que freqüenta, na Vila Independência.
“É muito bacana. Como eu moro perto, eu ligo para ela e vou rapidinho até lá. É um conforto a mais. Além disso, a gente acaba criando um vínculo de amizade”, conta.
Elaine afirma que gostaria que houvesse consultórios médicos na Vila Independência. “Eu preferiria. Na Vila Independência tem muitos dentistas. Médicos, não. O Centro é complicado para estacionar. Você marca uma consulta e acaba acontecendo algum imprevisto”, argumenta.
Beatriz Martins Monteleone, moradora do Jardim Estoril, também é a favor da descentralização. “Por causa do grande movimento de carros que tem no Centro da cidade. Não tem lugar de estacionamento, as calçadas são cheias de ambulantes e não tem espaço”, diz.
Ela acredita que o crescimento da cidade justifica a ida dos profissionais de saúde para os bairros. “A cidade cresceu muito e comporta médicos em toda a periferia. Na minha opinião, eles têm de sair do Centro. Fica mais cômodo para quem vai – há menos movimento e é tudo mais calmo. Independentemente do bairro, eu acho que deve haver descentralização. Tem de desafogar o Centro”, reforça Beatriz.
Carlos Alberto Roncada, morador do Jardim Bela Vista, também gostaria de ser atendido por médicos, dentistas e outros profissionais da saúde em seu próprio bairro que, por enquanto, só tem consultórios odontológicos.
“O Centro não é lugar de médico e dentista. Eu acho que é uma boa idéia descentralizar. Facilitaria para as pessoas, melhoraria o movimento do bairro e evitaria o deslocamento para a cidade. Seria uma boa idéia, por exemplo, uma clínica infantil no Mary Dota”, acredita.