09 de julho de 2026
Bairros

PSF também promove aproximação

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

OPrograma de Saúde da Família (PSF), que começou a ser implantado em Bauru em 2003, também promove aproximação entre a população e profissionais de saúde. Através de visita às casas das famílias cadastradas, ele resgata semelhanças com os antigos médicos de família.

O PSF é viabilizado através de equipes multidisciplinares que atendem as famílias cadastradas. Geralmente, elas são formadas por um médico generalista, uma enfermeira, dois auxiliares de enfermagem e seis agentes comunitários que percorrem os bairros para realizar o atendimento básico à população

Em Bauru, apenas moradores do bairro Pousada da Esperança 1 estão sendo atendidos pelo programa, desde meados do ano passado. Foram contempladas 1.106 famílias, totalizando 4.264 pessoas.

Na opinião do secretário municipal de Saúde, João Sérgio Carneiro, o PSF tem semelhanças com o tradicional médico de família, mas traz muitos avanços.

“Eu digo que seria a volta do médico de família. Naquele tempo, o médico era pago, te visitava e levava informações sobre a própria doença. Hoje, o médico de família está sendo implantado de maneira geral. Até melhorou na questão de orientação. Os PSFs de hoje são muito mais completos do que o médico de família antigo”, avalia.

O secretário argumenta que, através das visitas às residências, as equipes do programa têm a oportunidade de conhecer a realidade das famílias atendidas e orientá-las sobre prevenção e higiene, entre outros aspectos.

“Através da educação, melhora-se a saúde através de prevenção. Eu acho extremamente importante porque, através do programa, não promovemos só saúde, mas educação, que é o que falta para a nossa população”, expõe.

Por enquanto, a única equipe do PSF que funciona em Bauru está obtendo resultados positivos, de acordo com Carneiro. O grande problema são as dificuldades que a administração municipal encontra para ampliar o atendimento à população.

A principal delas é verba. Cada unidade gera um custo de R$ 22 mil mensais. Desse total, o Ministério da Saúde repassa à Prefeitura de Bauru R$ 4.361,00. O restante fica a cargo da administração municipal.

Para atender 80% da população com o Programa de Saúde da família (quantidade considerada ideal pela Secretaria Municipal de Saúde), seriam necessárias 60 equipes. O custo anual para os cofres municipais seria de cerca de R$ 17 milhões.

“Sobrariam R$ 20 milhões para a secretaria fazer o restante - urgência e emergência, saúde coletiva, manter os núcleos de saúde. Não seria viável”, explica o secretário.

A saída encontrada pela secretaria foram as parcerias com outras instituições. É através delas que a prefeitura pretende inaugurar ainda este ano mais duas unidades do programa - uma no Ferradura Mirim, com a Universidade do Sagrado Coração (USC), e uma no Distrito de Tibiriçá, com o Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvello.

“Infelizmente, o município não tem essa autonomia ainda de implantar vários PSFs, o que seria ideal. As parcerias seriam a saída. É um modo de diminuir o custo e possibilitar o atendimento da população”, argumenta Carneiro.