09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Máquina humana


| Tempo de leitura: 2 min

Imagine uma máquina muito grande. Que pulsa sem parar comunicando-se com todos os espaços que nela há. Não existe vazamento ou falta de energia que ela não consiga detectar e conseguir em curto tempo resolver e se precaver para futuros acidentes. Através de suas articulações e auto-suficiência, ela consegue adaptar-se ao clima, às mudanças, mesmo as mais radicais quando uma de suas peças não está funcionando bem, ou precisou ser retirada. Com o passar dos anos, algumas destas peças podem ser afetadas, seja pelo abastecimento inadequado ou a falta dele, bem como nos períodos em que ela precisa estar desligada.

Internamente, ela emite sinais sempre que algo não vai bem em seu interior ou quando está com menos de 60% de sua capacidade comprometida. Em termos de máquina, sua performance, autogestão, durabilidade são perfeitas e totalmente confiáveis, mas ela é utilizada por mais de 80% da população, sem exercícios regulares de manutenção. Velho conhecido da física, biologia e ciências, o corpo humano é o mesmo desde a sua criação, mas seu proprietário (o ser humano) não acompanhou e adaptou esta máquina e suas necessidades na evolução dos tempos. Hoje sacrificamos seu funcionamento sempre que:

• Explodimos de raiva por pequenas coisas;

• Vivemos muito mais a vida dos outros do que a nossa.

• Estabelecemos padrão, quando nem tudo é preciso ser padronizado.

• Deixamos de relaxar e ligamos a TV para dormir (ela dorme conosco: ligada!)

• Tentamos resolver todos os problemas, mesmo aqueles que não são nossos.

• Deixamos de dar e receber amor e carinho e escondemo-nos na desconfiança e no medo das outras pessoas.

Além de qualquer fator, o principal é não exercitar-se: não abrir e fechar as mãos, não piscar os olhos, não sorrir, não olhar-se no espelho durante o dia, não circular os pés abaixo da mesa do escritório, não esticar os braços após aquela grande planilha que acabou sobrando para você fazer. Vai um conselho escrito a duas mãos (Tatiane e Edison): - MEXA-SE! Você pode viver mais e melhor, ter maior desempenho no trabalho e em casa e ter um corpo menos propenso a adoentar-se.

Tatiane Calado - fisioterapeuta do trabalho e Edison Orlando - analista de infra-estrutura