09 de julho de 2026
Polícia

Rapaz é achado morto na Vl. Santista

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Com sinais de agressão na região da cabeça, o corpo do estagiário de editoração gráfica Gustavo Vinícius de Oliveira, 19 anos, foi encontrado ontem pela manhã num gramado situado no cruzamento das ruas Rafael Nicolau Martins Olivares e Ezequiel Vieira Âmbar, na Vila Santista, perto de sua casa. A vítima eleva para 56 o número de homicídios registrados em Bauru neste ano.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a autoria do assassinato, que pode ter sido cometido a pauladas. De acordo com o delegado do 1.º Distrito Policial (DP), Ronaldo Divino, duas tábuas foram apreendidas no local onde o corpo foi encontrado. Uma delas estava ensangüentada.

“Elas podem ter sido usadas no crime. Aparentemente, ele foi agredido por tábuas”, explica o delegado. Ele assumirá o caso, assim como a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que apura ocorrências de autoria desconhecida.

A polícia acredita que o homicídio tenha ocorrido durante a madrugada. No entanto, o caso só foi notificado por volta das 7h, por meio de uma ligação telefônica feita ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Somente três horas depois é que o corpo foi identificado pela mãe da vítima.

Informações extra-oficiais dão conta de que o último contato entre ela e filho foi por volta das 24 horas de anteontem, quando ambos se despediram para dormir. Mas logo pela manhã de ontem, ela teria percebido a ausência dele em casa e o teria procurado na empresa onde o rapaz estagiava há pouco menos de um mês.

Segundo colegas de Gustavo que preferiram não se identificar, por vontade própria ele permanecia no local de trabalho por mais tempo que o expediente normal. Anteontem, ele deixou a empresa por volta das 23h e voltou para casa com a mãe. Até o fechamento dessa edição, o corpo do estagiário seguia para Ribeirão Preto, onde seria sepultado ao lado do avô.

____________________

Ocorrências

O homicídio registrado ontem ocorreu na mesma região onde a polícia localizou na manhã de domingo o corpo do marceneiro Adenílson Ribeiro Soares, 24 anos. Com marcas de pelo menos quatro tiros nas costas, ele foi encontrado na praça Gastão Vidigal, no Jardim Ferraz, e tornou-se a 54ª vítima de assassinato do ano.

No dia seguinte, o total de casos subiu para 55 com a morte de Alex Ferreira Cipriano, 19 anos. Ele foi atingido por dois tiros durante uma briga no trânsito registrada na sexta-feira. A vítima morreu na segunda-feira, após permanecer três dias internada.

O total de assassinatos registrados pelo JC não coincide com o levantamento da Polícia Civil, para quem o total de casos notificados neste ano é de 47. Os números oficiais e os calculados pela reportagem não batem porque o jornal considera vítimas de assassinato todas as pessoas mortas decorrentes de uma situação violenta, inclusive as que morreram dias após o fato, situação que recebe outra tipificação para a polícia.

Mas independentemente da soma, o resultado já é superior ao registrado durante todo o ano passado, quando 41 pessoas foram vítimas de homicídio.