Vera Cruz - Desde a última quarta-feira, os moradores de Vera Cruz (90 quilômetros a oeste de Bauru) estão sem os serviços do Pronto-Atendimento (PA). Segundo informações da prefeitura, os trabalhos foram interrompido após o encerramento de um convênio entre o município e uma associação de médicos. Deste então, os moradores da cidade têm sido encaminhados aos hospitais de Marília para atendimento.
Segundo apurou o JC, uma reunião ontem à noite poderia pôr fim ao impasse entre a associação e a prefeitura. Enquanto o PA não volta a funcionar, o município oferece apenas os serviços do Programa Saúde da Família (PSF) e da Unidade Básica de Saúde (UBS).
Para os casos que necessitam de atendimento médico especializado, a prefeitura disponibiliza cerca de quatro ambulâncias para o transporte a Marília, que fica a cerca de dez quilômetros de distância de Vera Cruz.
No prédio onde funcionava o PA estão apenas uma pessoa para atender o telefone e duas ambulâncias, com os motoristas, para atender as chamadas da população.
O hospital não funciona na cidade desde 2001. Na ocasião, ele foi fechado em razão dos seguidos prejuízos financeiros registrados pela entidade. Desde então, as internações são feitas geralmente nos hospitais de Marília.
O local vinha sendo gerenciado pela Assistência Social São Vicente de Paulo desde 1946. Em 1997, ele passou para as mãos da Universidade de Marília (Unimar) e foi fechado quatro anos mais tarde, supostamente por causa dos prejuízos.
Na época, o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da universidade, Nery Aguiar Porchia, alegou que o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pelos procedimentos hospitalares eram “irrisórios” e não cobriam as despesas do hospital. Quando ele fechou já não recebia mais os recursos do SUS.
Desde 2002, a parte da frente do prédio tem sido utilizada pelo PA, que era mantido pela prefeitura, e as demais dependências estão sendo usadas provisoriamente para abrigar 18 idosos. Segundo informou uma funcionária da Assistência Social, eles devem ficar ali até o fim da reforma do prédio do Asilo, que vem se arrastando desde 2002.
A entidade tem o material para a reforma, mas não tem dinheiro para pagar pelo serviço dos pedreiros. Assim, depende de funcionários da prefeitura para realizar o serviço. Como não há uma seqüência, o trabalho está demorando para ser concluído.
Ainda segundo a funcionária, que pediu para não ser identificada, a única parte do hospital que não é utilizada pelo asilo é o centro cirúrgico. Ela informou que o prédio pertence à Assistência Social São Vicente de Paulo, mas não soube informar se foi cedido ou alugado para a prefeitura.
A reportagem procurou o prefeito Rodolfo Devito (PSDB) para comentar o fechamento do PA, mas ele não foi localizado ontem à tarde.