08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

VENDEDOR: BOM OU RUIM?


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Entrei numa das mais antigas lojas de artigos masculinos de Bauru, pretendendo comprar alguns produtos. Nenhum cliente na loja. Quatro ou cinco vendedores viram-me e não se mexeram. Estáticos como manequins, não me acolheram, não se ofereceram para me atender, sequer me cumprimentaram. Bonecos preguiçosos, permaneceram atrás dos balcões. Aborrecido, saí da loja, desistindo da compra. Viajei para Porto Alegre, em visita a familiares. Entramos numa loja desejando comprar o que não comprei numa das lojas mais antigas de Bauru. Com alegria, o vendedor veio ao meu encontro. Disse-lhe o que desejava. Com a minha permissão, olhou-me e, com a sua experiência, sorrindo, disse saber exatamente as minhas medidas. Sempre jovial, exibiu, animado, diversos modelos e cores de ternos, convidando-me a experimentar numa confortável cabine para provas. No intervalo, o gerente da loja veio nos saudar, irradiando alegria e simpatia. Bem, para resumir: comprei um enxoval completo: terno, cinto, camisa, gravata, sapatos, meias e ganhei, como bônus, a satisfação de um atendimento altamente profissional, fazedor de amigos. Para completar, as barras das calças foram corrigidas em 10 minutos. Numa loja aqui em Bauru, precisei esperar três dias e as calças me foram entregues sem passar, sob alegação da vendedora que “não tinha obrigação”. Como vou a Porto Alegre com alguma freqüência, voltarei a visitar os amigos da loja da bela Capital gaúcha, para repetir o delicioso cafezinho oferecido. Comparando com o atendimento que não tive numa das mais antigas lojas de Bauru, fiquei realmente chateado. Aliás, passei por essa experiência desagradável em outras lojas da cidade. Será que os proprietários ou gerentes não se preocupam em treinar seus vendedores? Que não sabem que o melhor produto de cada estabelecimento é a cortesia no atendimento ao consumidor? Que os vendedores não entendem que o seu rendimento depende das suas vendas e que suas vendas dependem da maneira de dar atenção ao consumidor? Que o cliente é a sua principal fonte de renda? Parece-me, inclusive, que alguns vendedores acham que estão “fazendo favor” em atender o comprador. Às vezes, atendendo a dois fregueses ao mesmo tempo, servindo mal a ambos, que acabam não comprando. Ou com problemas particulares, que respeitamos, mas que não devem prejudicar a forma do trabalho de cada um na cortesia que deve ser dispensada ao comprador. É evidente que em Bauru existem lojas com profissionais do melhor nível em vendas. Como existem os bons vendedores, existem os maus vendedores. Seria interessante e conveniente para o próprio estabelecimento, que os empregadores preparassem todos seus profissionais para que sejam bons vendedores, porque deles é que depende o bom faturamento e o conseqüente lucro justificando investimentos. Nada melhor para o consumidor que sair alegre pela compra que fez e pelo atendimento simpático que recebeu. O bom vendedor faz o comprador sentir-se feliz após a compra. E é tão bom e tão fácil fazer pessoas felizes! Bem, que as vendas do fim de ano sejam ótimas para todos. Comerciantes e bons vendedores, principalmente. (Munir Zalaf - RG 2,726.959)