Botucatu - Está prevista para hoje a votação do relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apurou suposta falsificação de assinatura envolvendo membros do primeiro escalão da Prefeitura Municipal de Botucatu (100 quilômetros a sudeste de Bauru).
Durante a investigação, os vereadores que fazem parte da comissão teriam considerado que houve falso testemunho da secretária jurídica da prefeitura, Karina Puppato, do chefe de Gabinete, Tristan Dierckx, do secretário da Guarda Municipal, Ricardo Santos, e de Rose Silva, noiva do prefeito Antônio Mário Ielo (PT).
Após ser afastada do cargo de secretária, Daniele Deleo teria revelado que falsificou a assinatura do prefeito no documento em que ele se defende de uma investigação sobre a biblioteca da cidade. Daniele alega que sofreu pressão do chefe de Gabinete e da noiva de Ielo para assinar o documento. Segundo ela, Ielo estava viajando na ocasião.
A denúncia levou à instalação da CEI, cujo relatório propõe a criação de uma Comissão Processante (CP) para cassar o mandato do prefeito e o envio dos documentos para a Polícia Civil e Ministério Público (MP).
O relatório deveria ter sido votado na última terça-feira, mas a falta de consenso entre os vereadores adiou a decisão para hoje. Na opinião do vereador Antônio Caldas Júnior (PC do B), o relatório é “suspeito†e “inconsistenteâ€. A melhor a se fazer, segundo ele, é encaminhar o trabalho do Legislativo ao MP e à polícia, para que seja feito um julgamento politicamente isento.
Ielo foi reeleito com 76,4% dos votos válidos. Caso venha a ser cassado pela Câmara antes de 1 de janeiro, deverá ser convocada nova eleição porque a soma dos votos dos demais concorrentes não atingiu 50%.