• Articulador
O vereador Edmundo Albuquerque (sem partido), um dos coordenadores da equipe de transição do prefeito eleito Tuga Angerami (PDT), articulou para que as emendas ao orçamento que estabeleciam a destinação dos recursos gerados pelo excesso de receita em relação às despesas não fossem aprovadas.
• Papel do prefeito
Albuquerque, que chegou a pedir a suspensão da sessão de ontem para que os parlamentares discutissem as emendas, argumentou que caberá ao próximo prefeito definir onde a diferença entre receita e despesa será investida, se ela vier, é claro.
• Longa sessão
A discussão das seis emendas apresentadas ao orçamento, por sinal, fez com que a sessão se estendesse até o início da noite. A cada pedido de alteração ao projeto, eram necessários os pareceres de todos os membros de três comissões temáticas da Câmara.
• Valor a mais
O vereador Paulo Madureira (PP) acredita que a previsão orçamentária para 2005 foi subestimada. Ele calcula que a arrecadação chegará a R$ 300 milhões, R$ 50 milhões a mais do que o valor indicado pela atual administração. Só não se sabe onde o parlamentar identificou essas possibilidades de aumento tão significativo.
• Impedimento
Há alguma coisa ainda mal explicada entre a CPFL e a prefeitura que está gerando atraso no início da última parte da duplicação da avenida Luiz Edmundo Coube - a centralização dos postes da companhia. A CPFL diz que só recebeu uma parte do dinheiro pelo serviço, mesmo antes de ele ser iniciado. A prefeitura enviou documentos que mostram que tudo já foi pago na última quinta-feira.
• Vão impedir?
Se a CPFL recebeu uma ou as duas parcelas não é motivo para nem sequer iniciar os trabalhos. Afinal, a imensa população daquela região da cidade esperou por 15 anos para ter a avenida trafegável. Agora que o principal foi feito pelo Estado (com parcela de ajuda do município), será que uma questão burocrática vai impedir o governador Geraldo Alckmin de vir ainda este ano a Bauru para inaugurar a obra?
• Transição
Os membros da equipe de transição de Tuga Angerami começaram a se reunir ontem. Foram formados três grupos para tratar isoladamente das finanças, recursos humanos e maquinário da prefeitura.
• Convênios
A administração municipal está atrasando o pagamento de vários compromissos. Uma parte do acumulado diz respeito a convênios, empréstimos pessoais de servidores e até seguro. A administração vai empurrando com a barriga seus compromissos e sabe que fechará o ano com restos a pagar, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
• Passivo judicial
O promotor Fernando Masseli Helene adiantou que quer saber como fica a pendência do período da ECCB com o fim da Câmara Tarifária do Transporte (CCT) proposta em projeto de lei pela prefeitura. A Emdurb informa que a demanda já está na Justiça e não compõe a negociação que está sendo discutida com as atuais concessionárias.