09 de julho de 2026
Bairros

Postes atrasam obra da av. Edmundo Coube

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 3 min

A novela da duplicação da avenida Luiz Edmundo Coube, no trecho entre o Hospital Estadual Arnaldo Prado Curvêllo (HE) e o câmpus da Unesp, terá o seu encerramento postergado por pelo menos mais 30 dias. Com as obras de pavimentação, sinalização e urbanização já concluídas, falta ao complexo apenas a instalação do novo sistema de iluminação. Enquanto isso, motoristas simplesmente ignoram a sinalização de via interditada e já a utilizam para tráfego, nos dois sentidos.

Ontem, a assessoria de imprensa da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), responsável pela reforma da iluminação, distribuiu nota à imprensa afirmando estar “à disposição” da Prefeitura de Bauru para iniciar os trabalhos, condicionando, porém, o início das obras ao pagamento das duas faturas referentes ao custo da empreitada.

Até ontem à tarde, a CPFL informava ter recebido apenas uma das faturas, de R$ 17,451,62, e que esperava a confirmação do pagamento da outra parte, de R$ 50.908,20. O chefe de Gabinete da prefeitura, Antônio Sérgio Marsola, garantiu que o pagamento já havia sido feito na semana passada, fato comprovado por documentos enviados à reportagem pela Secretaria de Finanças .

O curioso é que as duas ordens de pagamentos apresentadas pela prefeitura ostentam o carimbo de protocolo do Banco do Brasil com a mesma data (18/11/2004). Informada sobre isso, a assessoria de imprensa da CPFL não soube informar por que apenas um dos valores chegou a seus cofres e creditou o “desencontro” de informações a supostos “problemas no trâmite bancário”.

A empresa distribuidora de energia, na mesma nota, informa ainda que, a partir da confirmação do pagamento, levará cerca de 30 dias para concluir a obra. Seriam cerca de 15 dias para o processo de cotação e compra do material e outros 15 dias para execução dos trabalhos.

Marsola classificou ainda de “um absurdo” o fato de uma empresa responsável por um serviço público exigir um pagamento adiantado por uma obra de tamanha relevância para a comunidade. “A CPFL deveria priorizar (a obra), pois a avenida passa por um hospital (HE) e uma universidade (Unesp) importantes, que demandam um tráfego intenso”, diz.

Marsola afirma ainda que a prefeitura está cobrando “todo dia” a empresa para iniciar a instalação. “Queremos é que a CPFL faça a obra ‘para ontem’”, diz. Diante do impasse, o chefe de Gabinete diz que resta ao poder público apenas “pedir empenho” à empresa.

A assessoria de imprensa da CPFL rejeita a hipótese de que uma suposta “falta de empenho” estivesse ligada a “mágoas” após o episódio da anulação (distrato) de um acordo para quitação de uma dívida de R$ 14,7 milhões referente à dívida de iluminação pública da Prefeitura Municipal de Bauru do período de 2000 a março deste ano. Também informou que nenhum gerente falaria sobre o assunto e que a empresa só se manifestaria através de nota à imprensa.

A assessoria de imprensa da CPFL defende que o prazo de 30 dias proposto a partir da confirmação do pagamento “já é bastante curto” e que qualquer tentativa de acelerar as obras “seria impossível”.

Iluminação potente

O projeto da nova iluminação da avenida Luiz Edmundo Coube prevê a remoção de 24 dos atuais postes e a instalação de outros 45 no centro do canteiro central, totalizando 69 unidades. Também serão instalados 69 braços duplos de iluminação para atender as duas pistas da via - atualmente, apenas um dos lados está servido pela iluminação.

Além disso, a CPFL informa que serão substituídas as atuais lâmpadas de 125 watts de vapor mercúrio (de menor luminosidade e maior consumo), por outras de 250 watts de vapor de sódio, mais potentes, de tom amarelado.

Apesar da previsão de trabalhos com linha viva (sem desligamento da energia), a CPFL admite a possibilidade de algum desligamento de energia por questão de segurança, principalmente em condições meteorológicas adversas (chuva e alta umidade). Se necessárias, porém, as interrupções serão informadas com antecedência. O prazo de conclusão da obra, admite a empresa, também pode sofrer alteração em função das condições atmosféricas.