09 de julho de 2026
Esportes

Judô: Acidente afasta Sabino de competições

David Cintra
| Tempo de leitura: 3 min

O meio-pesado da Seleção Brasileira de Judô, Mário Sabino, está fora de combate no primeiro semestre de 2005. O judoca sofreu um acidente caseiro anteontem à noite e por pouco não teve os dedos indicador e médio da mão esquerda decepados, pouco depois de ter chegado do Mundial Militar, disputado no Azerbaijão.

Sabino conta que o acidente ocorreu quando tentava fazer um pequeno reparo no motor de seu carro. “eu havia chegado a poucas horas, ainda estava no fuso horário do Azerbaijão e com muito sono. Fui tentar resolver um problema no carro, prendi a mão na polia da correia e esmagou meus dois dedos. Tive de fazer uma cirurgia às pressas. Fiquei duas horas e meia na mesa de cirurgia”, conta o atleta, que teve reconstituir alguns ligamentos.

A cirurgia foi feita pelo doutor Ricardo Cabello, no Hospital Beneficêmcia Portuguesa. “Foi tudo muito rápido e só tenho de agradecer a todos que me atenderam. Foi um grande sufoco, porque eu não podia demonstrar dor, já que minhas filhas estavam perto e poderiam se assustar. Mas doeu muito”.

Segundo Mário Sabino, o prazo para sua recuperação é de três a quatro meses. Assim, o atleta está fora de qualquer competição no primeiro semestre do próximo ano. “Ainda não há definição do calendário de 2005, porque a CBJ está em processo de eleição. Mas vou perder etapas do Circuito Europeu”, considera.

Mundial Militar

Sabino chegou a Bauru anteontem, vindo de Baku, capital do Azerbaijão, onde integrou a equipe brasileira medalha de bronze no Mundial Militar. “Lá só fiz uma luta, em que empatei com o peso-pesado da Holanda. Nessa luta, machuquei o pescoço, o próprio holandês me disse depois que escutou um estalo no meu pescoço e ficou preocupado. Não foi nada de muito grave, mas me tirou da disputa individual”, revela.

Sabino foi campeão desta mesma competição em 2000 e 2001. “Fui com a equipe do Exército, mas sou da Polícia Militar, a quem agradeço o apoio que tenho recebido”, acrescenta.

Para Sabino, a participação brasileira foi muito boa. “Este foi um dos mundiais militares mais fortes que eu já vi, tinha vários atletas olímpicos. A Coréia do Sul fcou fora dos pódios individuais pela primeira vez”.

A competição por equipes teve a participação de 22 países. Em primeiro lugar ficou o Azerbaijão; em segundo, a Itália e, em terceiro, Brasil e Rússia. O Brasil venceu a Holanda por 3 a 1, a Rússia por 3 a 2 e foi derrotado pelo Azerbaijão por 4 a 1. Na disputa pelo bronze a equipe brasileira venceu o Uzbequistão por 3 a 2.

Apesar do final de temporada azarado, Sabino considera que 2004 foi um ano bom para ele. “Foi bom porque atingi o objetivo de ir pela segunda vez às Olimpíadas. Não consegui a medalha, que era o que eu mais queria, mas foi só em Atenas que eu fiquei fora das disputas finais”, avalia.

Aparentemente conformado com o acidente que vai tirá-lo dos tatames por um tempo, o judoca faz questão de lembrar das pessoas que o apóiam. “Agradeço ao Colégio Dinâmico Balão Azul, à Marathon (academia) e ao Empório das Vitaminas que têm acreditado em minha carreira”, finaliza. Boa recuperação, campeão.