08 de julho de 2026
Geral

Ações de jovens buscam melhor qualidade de vida

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulga o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), milhares de jovens residentes em todas as regiões de Bauru tomam decisões e buscam atitudes na tentativa de melhorar sua qualidade de vida e também contribuir para o avanço de sua comunidade. Mesmo nas regiões que os índices e relatórios classificam como de bolsões de pobreza, onde a população convive diariamente com a ausência de infra-estrutura urbana - esgoto encanado, ruas asfaltadas, iluminação, etc. -, não faltam iniciativas.

É o caso de Deivid Luís Caleda, 23 anos, que participa de um grupo de jovens de sua igreja e ainda divide seus dias no trabalho como torneiro mecânico e as aulas do Serviço Nacional da Indústria (Senai). Ele é morador do Parque Jaraguá, classificado no IPVS como de vulnerabilidade alta, ou seja, com condições socioeconômicas desfavoráveis e equipamentos urbanos insuficientes para os moradores.

Deivid conta que participa dos encontros dominicais de sua igreja e que o grupo basicamente promove ações para ajudar moradores da comunidade. “Quando sabemos de alguma família que está precisando de algo, arrecadamos entre o pessoal e fazemos uma cesta. Não custa nada ajudar”, comenta.

Ele define o curso no Senai como uma oportunidade de se aperfeiçoar para o mercado de trabalho, com o nome de uma instituição respeitada no currículo. “Fazer aula no Senai é dar como certo arrumar um emprego depois, porque você aprende de tudo um pouco, inclusive como se comportar numa entrevista de emprego. É uma oportunidade para tentar uma boa qualidade de vida. Eu tenho vontade de seguir nessa área e fazer um curso de engenharia mecânica, mas ainda não tenho condições. Quem sabe mais para frente?”, planeja.

Formação e cidadania

O universitário Nelson Ribeiro Júnior, que estuda pedagogia na Universidade do Sagrado Coração (USC), já conhece de perto as salas de aula para as quais busca um aperfeiçoamento no ensino superior. Formado em magistério, ele é professor há três anos e cursa a universidade através do Programa Escola da Família.

“Pelo programa, eu faço mais créditos do que eu teria condições de pagar. O Escola da Família está possibilitando complementar a minha formação”, diz o morador do Núcleo Geisel, classificado no IPVS como de vulnerabilidade baixa.

Júnior revela que escolheu pedagogia porque deseja seguir na área da educação e alcançar uma posição como coordenador ou diretor de escola no futuro. “Penso até mesmo em ter a minha própria escola, porque me interesso pela administração escolar”, ressalta. Para ele, a educação é capaz de mudar a realidade dos cidadãos.

“A formação de um cidadão, de seus valores e de suas atitudes, se dá pela educação. Tudo depende dos conceitos que as pessoas recebem, e eu estou estudando e me aperfeiçoando como professor para passar aos meus alunos, para que eles alcancem essa transformação”, conclui.