“O Expresso Polar” estréia hoje com grandes expectativas. A animação é fruto de uma tecnologia cinematográfica inovadora, que permite que Tom Hanks interprete cinco papéis diferentes em cena. Dirigido por Robert Zemeckies (que também fez parceria com o ator em “Forrest Gump - O Contador de Histórias”, de 1994), o filme é o primeiro, totalmente produzido por computador, a utilizar atores na criação dos personagens.
Esse sistema - denominado captação de atuação - começou a ser experimentado na trilogia “O Senhor dos Anéis”, onde o asqueroso personagem Gollum foi criado por meio de movimentos do ator Andy Serkis. Em “O Expresso Polar”, Hanks vestiu uma roupa colante coberta por 194 minúsculas bolinhas com sensores, que funcionavam como microrefletores de luz.
Cada unidade transmitia ao computador os movimentos das partes do corpo do ator por meio de câmeras digitais. Em seguida, a interpretação foi transformada em animação gráfica. O resultado é a combinação de cenários virtuais com atores filmados em réplicas reais dentro desses ambientes.
Toda essa tecnologia serve para garantir o clima mágico do filme, cuja história, é básica e sem grandes novidades. Um garoto de 8 anos, que não acredita mais em Papai Noel, embarca em um misterioso trem à caminho do Pólo Norte. Depois de viver dezenas de emoções, ele descobre o real sentido do Natal. Hanks, cuja atuação é outro ponto alto do filme, interpreta o menino, o pai dele, o condutor do trem, um mendigo, e também o Bom Velhinho.
Apesar de piegas, o enredo não deve afetar o sucesso do filme. Isso porque, se tudo correr como o previsto, o orçamento de US$ 170 milhões - mais US$ 125 milhões de divulgação - deverá compensar. A animação promete inovar a produção cinematográfica de Hollywood. E isso já é um grande começo.