09 de julho de 2026
Polícia

Mototaxista é encontrado amarrado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Após receber uma solicitação ao 190, policiais militares da Base Oeste encontraram o mototaxista Danilo Henrique Ribeiro, 25 anos, amarrado a um quiosque, nos fundos de um mototáxi localizado no Parque Viaduto, em Bauru, por volta das 11h de ontem. O dono do estabelecimeto, Oswaldo Golzio, 35 anos, que na delegacia admitiu ter amarrado Ribeiro, foi levado ao 1.º Distrito Policial e preso em flagrante por cárcere privado.

Também foi preso pelo mesmo crime o mototaxista Flávio Augusto Conte de Carvalho Goulart, 25 anos, que estava no estabelecimento. Ele negou ter ajudado Golzio a colocar Ribeiro em cárcere privado, mas presenciou os fatos e não acionou a polícia.

Durante o tempo que ficou amarrado, das 8h às 11h, Ribeiro disse que sofreu várias ameaças. “Ele conta que, enquanto estava amarrado ao quiosque, o dono do mototáxi exibiu uma motosserra e um facão e inclusive, teria amolado a arma na frente dele. O acusado teria aberto um preservativo e jogado no colo da vítima”, relata o delegado Elizeu de Freitas Costa, que registrou a ocorrência.

Além da gravidade dos fatos, o que chamou a atenção dos policiais foi o motivo alegado para a violência. Golzio disse ao delegado que amarrou Ribeiro para aplicá-lo um corretivo porque o mototaxista tinha usado o telefone de seu estabelecimento. “Ele alega que foi um corretivo por causa da ligação e que iria soltar o mototaxista mais tarde”, relata Costa.

A vítima confirma o motivo da violência. “Eu cheguei para trabalhar às 4h e por volta das 4h45 telefonei para minha mulher, em Piraju, mas a ligação não chegou a completar. Saí para uma corrida e quando voltei ele (Golzio) percebeu que eu tinha usado o telefone e reclamou. Eu disse que pagava e dei R$ 5,00, mas não adiantou. Ele me levou para os fundos e me amarrou”, afirma Ribeiro.

Nos fundos do quintal, ele diz que foi colocado sentado sobre uma almofada e amarrado pelo tórax, ficando com as mãos e pés livres. Ribeiro afirma que Goulart ajudou o dono do mototáxi e presenciou as ameaças. Em seguida, Golzio saiu do estabelecimento e Goulart foi para outro cômodo.

Ao perceber que estava sozinho no quintal, Ribeiro conseguiu pegar o telefone celular que estava no bolso da calça e acionar a polícia. Quando os policiais chegaram, somente Goulart estava no local. Logo em seguida, Gozio chegou e foi preso. Ambos têm passagem anterior pela polícia. Eles foram encaminhados à Cadeia de Avaí e vão responder por crime de cárcere privado, cuja pena é de um a três anos de reclusão.

Apesar das ameaças, Ribeiro teve apenas escoriações, fruto do atrito da corda com seu corpo. “Fiquei com medo que me matassem. Pedi para que me soltassem, mas não adiantou”, conta o rapaz que afirma que ontem foi o seu primeiro dia de trabalho no mototáxi. “Sou pizzaiolo e estava precisando ganhar um dinheiro extra. Me indicaram para trabalhar lá e fui”, relata.