09 de julho de 2026
Geral

Dedicação diária aos cadernos necessita de força de vontade

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Flexionar o verbo estudar esporadicamente já não é fácil para uma juventude viciada em jogos de videogame e Internet. Conjugá-lo diariamente na primeira pessoa é raridade. Mas existe exceção. Uma delas é Patrícia Nicolini Carneiro, 14 anos, que cursa a 7ª série.

Embora também componha a lista de inimigos de Pitágoras, o “Pai da Matemática”, ela dribla as dificuldades com os números e pelo menos com uma dezena de fórmulas abrindo o caderno de classe diariamente em casa por 30 minutos. É uma revisão daquilo que aprendeu no dia. E deu certo.

Patrícia está praticamente fora da fila que aguarda o início das aulas de recuperação. O hábito garante à adolescente boas notas. À exceção de matemática, cuja média é C, a estudante tem colecionado A e B no seu boletim.

“É preciso ter força de vontade para estudar”, ensina. A fórmula é aprovada pela mãe, Odete Nicolini Carneiro. “Acompanho de perto as notas e o comportamento dela”, conta Odete, que estudou até o 4.º ano primário.

Na opinião do chefe do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Bauru, professor Antonio Francisco Marques, a disciplina é fundamental no processo educativo. “O aluno tem que descobrir o valor e o significado do estudo. A escola não existe para dar atestado de fracasso a ninguém”, observa.

Na avaliação dele, as escolas de hoje pouco se preocupam em criar nos seus alunos o hábito diário de estudo no ambiente doméstico. “Há necessidade também de uma avaliação mais constante por parte dos pais e dos professores”, comenta.