09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Expedicionário herói


| Tempo de leitura: 1 min

Herói anônimo quando passa por uma das artérias da cidade, com o olhar triste e profundo, passos lentos, ninguém sabe talvez o que ele fez, foi tão alto que ficou em mistério e permanecerá para sempre guardado como vulcão na profundeza da montanha, na profundeza do oceano Atlântico, nos céus do velho mundo. Ninguém sabe o que ele fez no campo da batalha, herói anônimo, mas tenho certeza que muito contribuiu para a liberdade do homem e do semelhante. Mas um dia você partiu para o além, entronizado para sempre no silêncio dos tempos, nada mais sois do que o pó, que tombaste no campo de luta. Não mais sentis, não mais acariciais os vossos entes queridos, permanece no silêncio dos tempos, sem lágrimas, sem flores, sem homenagem, rumo a eternidade. Porque lá irradiará uma atmosfera que impulsionará o pensamento de paz e de amor, que já não está mais entre nós, que a solidariedade na outra vida, você estará no berço imortal das gerações, e da outra vida orando por nós.

Gois Canedo