09 de julho de 2026
Articulistas

Sonho de libertação


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Todos os versados em teologias entendem-nas referentes a aspectos divinos. Sendo divinas creditam-lhes, então teorias e crenças vindas de Deus. E procedentes de onde vêm, surgem diretamente dos melhores pensamentos, o principal dos quais tem residência fixa na libertação humana, instituída visando à soberania absoluta dos seres, pela qual não podem então deixar de bater-se com todo ardor. Por causa da libertação pessoal e coletiva é que lutam todos os povos, alguns objetivando a alforria político-social, outros a economia e outros mais a conquista de bens, a que nem sempre têm o devido direito mas julgam tê-lo por algum motivo, inclusive paz social ou mesmo religiosa. Testemunha-se isso no momento em que países asiáticos e sua vizinhança se defrontam infrenes, surpreendendo com batalhas e conflitos entre suas gerações, perseguindo a todo transe a sua liberdade. Há, porém, milhões de aspirantes a outra conquista, como seja a fuga da miséria.

Qual país que não a possui? Nem mesmo os economicamente bem edificados, já que neles também existem camadas com reclamos estomacais. Pessoas de todas as idades e ambos os sexos os sentem, da mesma forma que os das nações pobres, como Brasil e outras, nas quais questões sócio-estruturais não são esquecidas. E os desafios se implantam nelas, atingindo até os setores ecológicos, onde os carentes têm os mesmos sofrimentos de fome e privações existentes nas outras regiões, pois nelas a exiguidade de recursos, derrubando barreiras, diversifica-se penosamente, tornando praticamente sofríveis as medidas governamentais, cujos efeitos são quase nulos, resistindo de forma dialética.

Daí, a existência ainda hoje dos que dormem nas calçadas e debaixo de viadutos e pontes, assim como pedem um dinheirinho ou uma moedinha de porta em porta ou junto a conglomerados, a fim de comovê-los. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado. “No tempo das calçadas e quintais, as crianças brincavam de circo, empinavam papagaios, pulavam fogueiras, subiam em árvores, corriam atrás de balões e continuavam sendo crianças enquanto ainda eram crianças”.