Faleceu no dia 24 último, uma das pessoas com a qual valia a pena conviver: leal, íntegro, perseverante e coerente politicamente. Elias nasceu em Jacuba em 4 de agosto de 1919. Com galhardia, conviveu com as violentas intempéries geradas pela sua militância comunista. Antonio Pedroso Júnior, na Tribuna do Leitor de 25, narrou episódios por ele vividos. Em 5 de abril de 1999, o presidente da Comissão Especial de Anistia do Estado, procurador José Damião de Lima Trindade, encaminhou-lhe ofício declarando o reconhecimento de sua anistia política. Antes disso, o governador Mário Covas havia lhe comunicado esse fato e ele guardava orgulhosamente esse documento.
Mas entre o comunicado e o reparo pecuniário que ele fazia jus, criou-se um abismo temporal que ele não conseguiu transpor. Faleceu sem ser ressarcido. De tantos percalços que a vida lhe ensejou, dos quais nunca reclamou, mais um, essa injustiça de não ressarci-lo somou às suas desilusões. Houve um episódio político local, em 1947, quando se candidatou a vereador pelo Partido Social Trabalhista, foi um de seus primeiros suplentes, mas, por ser comunista seus votos foram anulados. Descanse em paz, velho companheiro.
Irineu Azevedo Bastos - RG 7.285.121